Discussão sobre EAD na UFG se limita a algumas disciplinas, afirma vice-reitora

Informação recebida pelo Jornal Opção apontava estudo sobre a divisão de regimes entre presencial e à distância, discussão que, segundo Sandramara, não existe oficialmente  

Os estudantes da Universidade Federal de Goiás (UFG) seguirão sem disciplinas obrigatórias em regime presencial. Na última quarta-feira, 20, o Jornal Opção recebeu informações internas que detalhavam haver estudo sobre a possibilidade de retorno às atividades com divisão dos regimes entre presencial e Ensino à Distância (EaD).

Em entrevista exclusiva, a vice-reitora da UFG, professora Sandramara Matias Chaves, explica quais estão sendo as discussões oficiais sobre o tema. A professora lidera um Grupo de Trabalho (GT) que estuda o uso de tecnologias nas atividades da instituição. Segundo ela, não há debate formal sobre o retorno presencial, acrescentando ainda que a discussão sobre EaD se restringe a alguns núcleos de disciplinas.  

“Não existe ainda uma comissão trabalhando oficialmente o retorno. É claro que a gente conversa sobre isso. A Pró-Reitoria de Graduação tem levantado dados sobre a realidade da universidade para que a gente vá construindo elementos para quando for necessário ter uma discussão sobre esse possível retorno”, destaca a vice-reitora.

Discussões

Conforme detalha Sandramara, o GT constituído para discutir o uso de tecnologias é formado por cerca de 40 membros, entre professores, técnicos e administração. “O GT foi criado com portaria para realizar diagnóstico da viabilidade de expansão de projetos acadêmicos mediados por tecnologias digitais de informação e comunicação”, afirma, destacando não ser papel do grupo pensar o retorno presencial.

A vice-reitora explica que o GT é dividido em outros quatro, que estudam as particularidades de cada área, desde a educação básica à extensão e cultura. Em reuniões unificadas, os grupos levam os elementos de cada setor para debate. Foi nessas discussões que surgiu proposta agora discutida pelo Conselho Universitário (Consuni) sobre adoção de algumas disciplinas no regime de EaD.

“A proposta não é EaD nesse momento. Vale ressaltar que nós temos cursos nessa modalidade, mas todos têm, desde o início, os seus projetos para esse regime, atendendo à legislação, com encontros presenciais, com avaliações presenciais e tudo mais que é exigido na oferta à distância”, explica Sandramara.

Possibilidades

A proposta em debate no Consuni já estaria em curso há três semanas, consistindo em adoção de atividade remotas para grupo específico de disciplinas. A minuta apresentada inicialmente prevê a autorização, em caráter excepcional, de EaD para disciplinas de núcleo livre, atividades complementares, disciplinas de orientação, defesas de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e defesas de estágio obrigatório.

Apesar disso, o texto da minuta destaca que esse modelo só será adotado, após possível aprovação no Conselho, “por adesão, de forma consensual entre docentes e discentes e com a aprovação do Conselho Diretor de cada Unidade”.

“Caso aprovada, com as sugestões de inclusões, alterações ou retiradas, ela passa a valer para toda a universidade. Mas a resolução é extremamente democrática, porque ela permite adesão voluntária  das unidades acadêmicas à qualquer das atividades propostas aprovadas nos conselhos ”, segue explicando Sandramara.

A minuta foi elaborada junto a aplicação de questionários entre a comunidade acadêmica para apurar o acesso aos meios tecnológicos. “O GT expressa essa nossa preocupação em olhar de forma atenta para a diversidade e a pluralidade que é a comunidade da UFG, buscando discutir mecanismos para viabilizar o acesso a todos os estudantes das tecnologias digitais de informação e comunicação, especialmente daqueles em vulnerabilidade social”, destaca a vice-reitora.

Por fim, a representante da instituição ressalta que o grupo está pensando em maneiras de disponibilizar acesso de todos os estudantes. “Com aquisição de pacote de dados, de empréstimo de equipamentos e uma série de ações que nós estamos discutindo para que nenhum estudante da UFG seja excluído da possibilidade de acessar às disciplinas que serão ofertadas, claro sejam aprovadas”.

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