“Discurso de rompimento de contrato com Saneago é eleitoreiro”, diz Washington Fraga

De acordo com presidente do STIUEG, contrato foi feito com transparência e dentro da legalidade e rompimento proposto por Iris acarretaria em prejuízos para a cidade 

Candidato a prefeito de Goiânia pelo PMDB, Iris Rezende afirmou mais de uma vez que, caso seja eleito, irá revogar a concessão de serviços de água e esgoto sanitário de Goiânia à Saneago. A renovação da concessão por 30 anos foi sancionada pelo prefeito Paulo Garcia (PT) em abril deste ano.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas no Estado de Goiás (STIUEG), Washington Fraga, o discurso de Iris é puramente “demagógico e eleitoreiro”. Ele lembrou que o contrato que foi firmado em Goiânia foi feito dentro da lei, com participação do MP, representatividade da sociedade e votação na Câmara.

“[O contrato] Foi amplamente debatido, não foi feito na calada da noite. Então é de se estranhar um comentário desses, porque foi um assunto amplamente debatido, feito com transparência”, defendeu Washington.  De acordo com ele, o candidato não pode fazer um discurso “eleitoreiro” com o assunto do saneamento básico,

“Essa questão é de saúde pública e não pode ser tratada de maneira demagógica. Tem que ser discutido amplamente. Goiânia tem um atendimento acima da média nacional: 98% de tratamento de água, 83% de coleta de esgoto. O serviço não pode ser tratado dessa forma.”

Além disso, pontuou Washington, o rompimento de contrato com a Saneago acarretaria em prejuízos financeiros para o município e poderia trazer prejuízos para toda a rede estadual de saneamento.

“O rompimento inviabiliza o serviço em todo o Estado. No que se refere ao saneamento, não se discute a municipalização dos serviços, se discute uma parceria de governos estadual, federal e municipal, porque tem que ser uma responsabilidade conjunta. Municipalizar seria inviabilizar o serviço em vários municípios”, defendeu o presidente do STIUEG.

Ele reforçou que o contrato foi feito dentro da legalidade e, por isso, não deveria ser rompido neste momento. Para ele, esse tipo de discurso é feito apenas para ganhar votos. “É o mesmo discurso dele em que ele disse que em seis meses resolveria o problema do transporte público e não fez”, finalizou.

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