Diretores da Caesan negam envolvimento em esquemas de corrupção na Saneago

Eles são apontados em denúncia anônima no MP como envolvidos em desvios e compras ilegais, mas documentos acessados mostram o contrário

Apontados em denúncia anônima feita ao Ministério Público de Goiás, diretores da Caixa de Assistência dos Empregados da Saneago (Caesan) refutam acusações feitas na Notícia de Fato, despachada pela promotora do MP-GO Villis Marra.

Entre as acusações, o anônimo alega que o diretor-administrativo financeiro, João Donizete, da Caesan, teria adquirido uma casa nos Estados Unidos por R$ 250 milhões. Em documentos acessados pelo Jornal Opção, prova-se que o imóvel adquirido em 2018 na verdade custou US$ 242.597, ou seja, R$ 776.310,40 — não chegando nem a R$ 1 milhão.

O diretor ainda aponta que o imóvel foi adquirido por vias legais com economias somadas à aposentadoria de sua esposa e respectivo acerto, a que a reportagem teve acesso e cuja soma é compatível com o valor pago no imóvel. O interesse de morar nos EUA no futuro veio, segundo ele, porque já morou lá há anos. Além disso, a filha, que tem cidadania estadunidense, mora naquele país, para onde ele e a esposa pretendem voltar.

O denunciante ainda acusa ele, o diretor-presidente, José Rogério da Silva, de terem feito um “esquema” de aquisição de dois imóveis em Goiânia, onde cada um receberia R$ 50 mil. Isso também é refutado pelos acusados.

Eles explicam que, na verdade, a Caesan adquiriu um imóvel em 2018, conforme previa um edital de interesse de compra, publicado no mesmo ano, para instalação de uma nova sede. “A Caesan torna público o chamamento para aquisição de imóvel, destinado ao seu uso”, diz o documento, que mostra, assim, que a compra seria para uso da própria companhia.

À época, a Fundação Celg de Seguros e Previdência (Eletra) também publicou um edital de venda da sua antiga sede, que cumpria os requisitos anunciados no interesse de compra da Caesan. O imóvel, conforme edital, era vendido ao preço mínimo de R$ 5,25 milhões.

Assim, as fundações fecharam o contrato pelo preço mínimo exato em dezembro do ano passado, de acordo com o que é mostrado na escritura, assinada por representantes da Eletra e da Caesan. Os supostos desvios de R$ 50 mil são veementemente negados pelos diretores.

A Caesan age como uma espécie de plano de saúde para os servidores da Saneago e conta com 20 mil beneficiários. Dessa maneira, não tem ligação com a administração da estatal e, assim, não teria com qualquer investigação que envolva gestões da companhia de abastecimento.

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