Responsável pela comissão que elabora novo Plano Diretor, Henrique Alves disse, porém, que os vazios urbanos são um problema na capital

Mesmo reconhecendo que os vazios urbanos são um problema a ser enfrentado na elaboração do projeto de revisão do Plano Diretor de Goiânia, o superintendente de Planejamento Urbano e coordenador-geral do grupo de revisão do Plano Diretor, Henrique Alves, admitiu a possibilidade de uma nova expansão urbana na cidade.

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“Não podemos afirmar de se vai ter ou não expansão urbana. Isso só vai começar a se formular a partir do fechamento do diagnóstico. Mas temos uma situação de áreas zona rural que já estão ocupadas que tem que ser regularizada de uma forma ou de outra. Este é um exemplo de expansão urbana localizada que terá que ocorrer”, disse em entrevista.

“Qualquer expansão urbana, e eventual inclusão dessas áreas rurais na área urbana será precedido de estudo técnico para que isso ocorra”, completou.

Apesar disso, o superintendente afirma que a revisão do plano diretor terá direcionamento para a ocupação dos vazios urbanos. “A ideia é incentivar ocupação com mecanismos de facilitação para que o mercado e as pessoas construam nos vazios urbanos, para termos uma cidade mais compacta”, ponderou. “Hoje temos aproximadamente 26% da área construída de Goiânia ainda não ocupada”, disse Alves, adiantando dados do diagnóstico.

Desde a última quarta-feira (30/8), a Câmara Municipal de Goiânia sedia oficinas temáticas sobre o Plano de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Goiânia (RMG) e a Revisão do Plano Diretor, com a presença de estudiosos e integrantes do grupo que trabalha no âmbito de Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh) da Prefeitura de Goiânia.