Coordenação do projeto de reeleição do tucano espera que evento esta noite tenha forte concentração de apoiadores e simpatizantes. Prefeito Jales Fontoura, anfitrião do tucanato, não esconde a ansiedade

É a partir da noite desta quinta-feira (10/7) que o governadoriável Marconi Perillo (PSDB) dá o ponta pé oficial em sua campanha pela reeleição ao governo de Goiás. Como faz desde 1998, quando foi eleito pela primeira vez ao cargo de chefe do Executivo goiano, o tucano realizará evento em Goianésia, a partir das 19h. À frente da coordenação da campanha de Marconi, Frederico Jayme (PMDB) afirma que a ocasião será uma espécie de comício, mas sem cantores ou algo do tipo. “Terá discursos. Vamos fazer uma grande concentração da nossa turma. Uma festa para a nossa arrancada”, diz.

Prefeito do município, o tucano Jalles Fontoura disse à reportagem que toda a região norte está mobilizada para o início da campanha de Marconi e a expectativa não podia ser melhor. “Até o palanque no descampado do clube da Planagri será mais baixo que o usual, porque o governador gosta de ficar perto do público. Não será um comício propriamente dito, esse modelo já está ultrapassado”, comenta.

Ao leitor que estranhou a sigla entre os parênteses, visto que o PMDB possui seu próprio candidato –– Iris Rezende ––, vale ressaltar, não se trata de confusão da reportagem. Frederico Jayme é filiado ao partido oposicionista e garante que não há qualquer incompatibilidade nisso. Convidado para trabalhar na campanha de Marconi ainda na semana passada, a resposta foi dada somente na última quarta-feira, data em que pela manhã ele negou o convite, mas, à tarde, o aceitou. “Vou continuar no PMDB e como peemedebista não posso apoiar um candidato no qual não confio”, resumiu ao ser perguntado se permaneceria na legenda mesmo com tanta discordância quanto aos rumos tomados.

O diferencial em relação às campanhas tucanas anteriores, segundo Frederico Jayme, serão as presenças de lideranças que antes não apoiavam e agora estão com o governador –– segundo ele, se enquadram nessa definição prefeitos peemedebistas. Após os impasses sofridos no PMDB por conta da definição do cabeça da chapa, muitos políticos do interior filiados ao partido se aproximaram do tucano, alguns com declaração de apoio, caso de Fernando Vasconcelos, prefeito de Goiatuba. Circula nos corredores iristas que o prefeito peemedebista deverá ser punido pela direção do partido, mas só após as eleições.

“Hoje, cerca de 50% do PMDB tem simpatia e apoia o governador Marconi, mas lógico que esse porcentual não é todo declarado. Sei de parlamentares que têm simpatia, vão votar nele, mas não vão poder dizer isso”, afirma Frederico Jayme. Segundo o coordenador da campanha tucana, pode ser que a presença de populares não seja tão expressiva pelo fato de a campanha estar somente no início, ainda sem programas de TV e rádio.

Jalles Fontoura aproveitou a entrevista para afirmar que a receptividade dos goianesienses ao nome de Marconi Perillo é muito forte. O prefeito tucano chegou a citar porcentual considerável de pesquisa que disse ter encomendado recentemente, mas que por não ter sido registrada junto aos órgãos eleitorais, não pode ser repercutido pela imprensa. Segundo ele, também se destacam no município os nomes dos deputados federais pessedistas Vilmar Rocha, pré-candidato ao Senado pela chapa marconista, e Thiago Peixoto.