Diáspora é apresentado durante temporada em Goiânia

Espetáculo volta à capital no fim de semana após sua estreia, em junho; plateia definirá quanto vale o ingresso

História é baseada em 12 peças de três autores gregos | Foto: Divulgação/Ana Cecília Gumerato

História é baseada em 12 peças de três autores gregos | Foto: Divulgação/Ana Cecília Gumerato

O espetáculo Diáspora volta para temporada em Goiânia após sua estreia, em junho. Desta vez, e os ingressos serão no esquema “Quanto vale o espetáculo?”, em que cada espectador paga o valor que acha justo pela apresentação. Diáspora será apresentado nos dias 5,6 e 7 de agosto, no Teatro Goiânia

Ocupam o palco os atores Augusto Gratão e Lua Barreto em um duo no qual predomina o teatro físico interpretando uma história baseada em 12 peças de três autores gregos: Ésquilo, Eurípedes e Sófocles. Este trabalho foi financiado pelas leis de incentivo municipal e estadual (Goyazes) e é fruto de dois anos de pesquisa feita pelas artistas circenses e atrizes Tetê Caetano e Lua Barreto.

O espetáculo, que faz parte do Projeto Mulheres Trágicas, é um convite a uma experiência cênica que provoca diferentes emoções no público ao despertar todos os sentidos. Por isso há diversos elementos com grande importância em cena: os corpos que são trabalhados à exaustão, o uso de libras, a luz e o som.

A trilha sonora, assinada por Reginaldo Mesquita, foi feita para a peça e a partir dela. O compositor frequentou os ensaios para poder concebê-la. “A ideia é que o público seja tocado por pelo menos um desses elementos e todos possam sair da peça com uma emoção deflagrada”, explica a diretora Tetê Caetano.

A peça

Diáspora, nas palavras da diretora, é um teatro grego feito a uma maneira própria. “É uma tragédia grega sem uma vírgula nossa. Todos os textos são dos próprios autores gregos. Mas criamos uma história nossa a partir disso, pensando como seria escrever uma tragédia hoje, em 2016”, adianta Tetê. Além do texto, há outros elementos que remetem a esse tipo de teatro, como o coro.

O público tem a interessante experiência de assistir a uma peça que acontece a sete metros do chão. A diretora Tetê Caetano e a atriz Lua têm estudos e experiências com acrobacia e se utilizam desse domínio para criar o espetáculo. “Só quem for poderá entender o que é esse trabalho corporal. De tirar o fôlego”, adianta Tetê.

A peça conta a história de Diáspora (Lua Barreto). Banida de sua aldeia por ter assassinado o poderoso Rei Tanatos seu esposo, ela amarga seu claustro no limbo ardilmente  preparado pelo Gigante “Sem-nome”, semi-deus alado (Augusto Gratão), que serve todos os senhores dos céus, como tudo que abaixo deles vive. Ali, apartada dos seus e de tudo quanto a terra oferece, Diáspora entende sua desgraça e aceita seu cruel destino.

Enquanto aguarda a ira dos Deuses aplacar, para enfim receber sua sentença, Diáspora, exausta, insone, insana, expurga seus crimes e gasta seus dias, travando loucas e alucinadas batalhas com  o Gigante Sem-nome, pensando ser ele seu amado Tanatos. A quem assassinou em nome de uma vingança ardilmente por ela preparada. Até que chega enfim o dia de comparecer ao temido tribunal dos Grandes Deuses.

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