Diabéticos cobram promessa de campanha de Iris de regularizar entrega de insulina

Na Câmara, representante de associação lembrou que prefeito deu sua palavra e agora retarda resolução do problema

Membros da associação dos diabéticos de Goiânia foram à Câmara Municipal reivindicar fornecimento de insulina | Foto: Reprodução / Twitter

Há pelo menos quatro meses, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia não mais entrega bombas de insulina e insumos farmacêuticos necessários aos pacientes portadores de diabetes. Na manhã desta quarta-feira (8/2), representantes dos associação dos diabéticos de Goiânia lotaram as galerias da Câmara Municipal para exigir uma resposta da prefeitura quanto ao assunto.

Segundo a representante da associação, Luzia de Cássia, durante a campanha de outubro do ano passado, o atual prefeito Iris Rezende (PMDB) se comprometeu em regularizar a situação, mas 40 dias após tomar posse, os pacientes ainda seguem sem a insulina.

“Quando em campanha, o atual prefeito esteve reunido conosco e prometeu olhar por nós. Propomos que ele assinasse um termo de compromisso, mas a época ele disse que não precisava, pois a palavra dele valia mais”, disse a representante em pronunciamento na tribuna.

Ela relatou que, desde o início de janeiro, eles estiveram em contato com a secretária de Saúde Fátima Mrue, que também estipulou prazos que não foram cumpridos.

“Pedimos a ajuda dos vereadores para cobrar. Temos crianças, idosos, muitas pessoas sofrendo com a falta de medicamento. A secretária, por diversas vezes estipulou datas. Eles falam que a insulina vai chegar em cinco, dez, quinze dias, mas o prazo nunca é cumprido”, arrematou Luzia.

Ao Jornal Opção, a SMS afirmou, em nota, no último dia 31 de janeiro, que o serviço de acompanhamento da bomba de insulina seria retomado a partir desta quarta-feira, dia 8 de fevereiro.

“Há anos o fornecimento de insulina é irregular, e nós, como grupo, procuramos nos ajudar quando falta, mas chegamos a um ponto em que não temos mais condições. Lembrando sempre que falamos aqui de uma doença crônica, que sem o tratamento adequado, tem sequelas gravíssimas e pode levar a óbito. É uma vergonha termos que passar por essa situação, é uma falta de respeito”, relatou.

Resposta dos parlamentares

Diante do exposto, vários vereadores se solidarizaram com a causa e planejam ir ao Paço Municipal ainda nesta quarta-feira (8/2) exigir audiência com o prefeito e a secretária responsável.

Vereador pelo PV, Eduardo Prado afirmou que a questão deve ser tratada em caráter de urgência. “Acho que o prazo para promessas vingou-se. Precisamos, em caráter de urgência, de uma audiência com o prefeito e a secretária para que tenhamos uma decisão definitiva quanto ao assunto. É uma questão de sobrevivência e dignidade para essas pessoas”.

Já a vereadora Dra. Cristina reforçou o pedido para que os demais parlamentares se comprometam com a causa. “Para nós, que militamos na causa há tempo, esperamos que os vereadores cumpram com o compromisso que assumem aqui hoje. Que não façam como o candidato que prometeu ajudar mas, pelo visto, nada tem feito”.

Ainda durante a sessão, Jorge Kajuru afirmou que estará na sede da prefeitura às 16 horas desta quarta-feira (8/2) para “exigir respostas” da administração municipal e convidou os demais colegas para que o acompanhem.

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