Detran não possui previsão de volta de reemplacamento de veículos em Goiás

O órgão adiou a ação sob a justificativa de não possuir estrutura para atender toda a demanda

A adoção do novo modelo de placas de veículos em Goiás pelo Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), divulgado no dia 23 de junho, foi adiado na tarde da última terça-feira (15/7). Segundo o órgão, os 79 postos disponíveis para realizar o serviço de substituição de placas com o novo modelo não foram suficientes para a frota de veículos. Questionada se o órgão não teria previsto a necessidade de mais postos, a assessoria do Detran disse apenas que sim, explicando que não calculou a grande quantidade de carros e motos novos, tendo ultrapassado o esperado.

O novo emplacamento continua sendo obrigatório para veículos novos, transferidos (de donos ou de Estados) ou com modificações de características. O Detran afirmou que outros postos de lacração já estão sendo providenciados e um novo calendário de chamamento será divulgado ainda este ano, mas não soube dizer quantos novos postos serão criados.

Até o momento, 150 mil veículos fizeram a troca, que custa R$ 135 para motos e R$ 170 para carros. O órgão estava fazendo a mudança em veículos cujas placas terminam com o número “6” até agosto.

A nova placa a ser colocada nos veículos possui uma película refletiva, um sistema que segundo o Detran é mais seguro e inibe práticas criminosas, como clonagem; um lacre que poderá ser rastreado e um número de série, com data de fabricação e código de barras. O Detran garante que Goiás é um dos últimos Estados a promover a mudança

Mesmo com todo esse sistema, até hoje não há previsão de compra de equipamentos para fazer a leitura do código. E foi sob esse fato que se basearam a crítica e acusação de Ronaldo Caiado (DEM) na última terça-feira (15). O candidato ao Senado pela chapa de Iris Rezende (PMDB) sustentou que o dinheiro a ser arrecado será direcionado para um caixa 2 da campanha de reeleição de Marconi Perillo (PSDB). “Não tem outra finalidade esse emplacamento e a instalação desse chip [além de caixa 2]. Não tem aparelhos para fazer a leitura. Se houvesse todo o sistema preparado e depois fizessem um preço compatível e aceitável, o cidadão até estaria disposto a pagar”, disse na ocasião.

O democrata garantiu que estimativa de que os serviços custariam no total R$ 480 milhões para os cidadãos, dizendo que a população já é obrigada a pagar muitos impostos. “R$ 170 do bolso do cidadão, e vai para onde esse dinheiro?”, questionou.

Deixe um comentário