Desenvolvimento econômico é gargalo a ser resolvido no Plano Diretor?

Para presidente do Sindicato da Habitação de Goiás (Secovi), Iolav Blanche, planejamento urbano de 2007 afugentou a maior parte da atividade econômica de grande porte do município de Goiânia

Iolav Blanche | Foto: Divulgação

O grande pecado e a grande crítica feita em relação ao Plano Diretor de 2007 referem-se ao desenvolvimento econômico, afirma o presidente do Sindicato da Habitação de Goiás (Secovi), Iolav Blanche. Para ele, o planejamento urbano afugentou a maior parte da atividade econômica de grande porte do município de Goiânia.

“Se eu venho investir aqui hoje, não tenho onde. Não estou falando de uma mercearia ou uma banca na feira, pois para pequenas instalações o mercado está cheio. A Lei de Incomodidade, criada em 2007, tem um conceito correto, mas por ser uma inovação precisa de aperfeiçoamento. E no plano de 2019 existe essa tentativa de aprimorar, principalmente, no que tange as atividades que ficaram extremamente restritas na capital”, explica Iolav.

Para o presidente do Secovi, se o empresário quiser realizar grandes investimentos, como uma indústria ou um polo atacadista, ele tem duas opções: ou faz isso ao arrepio da lei, ou então investe em outra cidade. De acordo com Iolav, isso acontece porque os próprios técnicos não conseguem autorizar esse tipo de projeto. “As exigências são tantas que muitas atividades ficam restritas à BR 153”, pontua.

Inovação

“O novo plano propõe dois tipos de solução para essa questão do desenvolvimento econômico, que são os Arranjos Produtivos Locais (APLs), para atividades de pequeno e meio porte, e a criação de dois polos industriais, que é algo que a cidade nunca teve”, explica Blanche, ao detalhar que um dos polos fica na saída para Trindade e outro está localizado na saída para Bonfinópolis.

Questionado sobre a quantidade de polos serem suficientes para o tamanho da capital, Iolav enfatiza que esse é um bom começo e que a cidade nunca teve uma preocupação em atrair investimentos. “Goiânia sempre teve antipatia para atrair grandes empresas”, diz o presidente do Secovi, ao exemplificar que um trabalhador em uma indústria produz vinte vezes mais riqueza do que alguém no setor de comércio ou serviço.

De acordo com Blanche, o momento atual é de debate para que Goiânia possa focar no desenvolvimento urbano, a exemplo de Aparecida de Goiânia.

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