Desembargador teria recebido R$ 800 mil para beneficiar administrador em processo de recuperação judicial

Além das buscas nos endereços relacionados na decisão, o relator do caso também autorizou a apreensão de aparelhos celulares e as oitivas dos envolvidos

Tribunal de Justiça de Goiás | Foto: Divulgação

A operação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio do Departamento de Polícia Federal e a requerimento do Ministério Público Federal (MPF), deflagrada ​​na manhã desta terça-feira, 30, tem como alvo três magistrados goianos.

Eles são investigados por integrar organização criminosa envolvida com a venda de decisões judiciais em processos de recuperação judicial de empresas. Na petição enviada ao STJ, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araujo descreve a dinâmica de dois fatos criminosos, sendo um deles relacionado à tentativa de nomeação de administrador específico para atuar no processo de recuperação judicial de uma usina de álcool para a obtenção de lucros.

Já um segundo caso envolve o pagamento de R$ 800 mil a um desembargador para que fosse autorizado o retorno de investigado ao cargo de administrador judicial da usina de álcool e acolhida exceção de suspeição oposta em face da magistrada que estava à frente do processo de recuperação da empresa.

Além dos 17 mandados de busca e apreensão em endereços, públicos e privados, de parte dos investigados, o relator do caso também autorizou a apreensão de aparelhos celulares e as oitivas dos envolvidos. Como os fatos são apurados no âmbito de procedimento sigiloso, os nomes dos alvos não serão divulgados neste momento.

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