Desembargador afirma que prisão preventiva de Marconi foi desnecessária

Olindo Menezes afirmou que não há consistência na relação entre fatos de 2010 e 2014 apresentados em delação e dinheiro encontrado na casa de investigados

Foto: Divulgação/TRF-1

Em liminar apresentada nesta quinta-feira (11/10), que concede liberdade ao ex-governador Marconi Perillo, o desembargador federal Olindo Menezes afirma não haver necessidade da decretação de prisão cautelar e diz que o resultado das buscas e apreensões, ocorridas na deflagração da operação no mês passado, e os fatos relacionados à campanhas de 2010 e 2014, “ainda que tenham alguma lógica, não têm a consistência que implique, justifique ou explique a prisão preventiva”.

“No caso, reputo a prisão desnecessária e em nenhum traço concreto de cautelaridade, com a devida licença do magistrado”, escreve.

De acordo com a decisão, há apenas uma fundamentação de ordem subjetiva fundada na suposição de que os investigados estejam reiterando a prática criminosa. “Pouco adianta afirmar, na perspectiva do respeito às liberdades públicas, que a prisão preventiva é excepcional e, na sequência, decretá-la sem esse rigor, como se tudo não passasse de um mero jogo de palavras, com a devida vênia”, diz Olindo.

Habeas Corpus

A Justiça Federal concedeu habeas corpus ao ex-governador Marconi Perillo (PSDB) no início da tarde desta quinta-feira (11/10). A informação é da defesa do tucano, preso no âmbito da Operação Cash Delivery.

Em nota, o advogado Antônio Carlos Almeida, o Kakay, disse que a liminar requer a imediata liberdade do tucano. “Como adiantamos desde o primeiro momento a prisão era ilegal, arbitrária e infundada e, de certa maneira, afrontava outras decisões de liberdade que já foram concedidas nesta mesma operação”, diz o comunicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.