Desaprovação de Michel Temer cresce e se iguala aos índices de Dilma Rousseff

Presidente interino se tornou mais conhecido ao assumir governo e registrou 70% de desaprovação enquanto presidente afastada tem 75% de rejeição

| Foto: Marcos Corrêa/PR

Gestão de Temer em relação à programas sociais e combate ao desemprego estão entre itens que mais desagradam entrevistados | Foto: Marcos Corrêa/PR

No poder há pouco mais de um mês, o presidente interino Michel Temer (PMDB) não vem agradando a população brasileira muito mais que a presidente afastada Dilma Rousseff (PT), segundo revela pesquisa do Instituto Ipsos divulgada pelo Estadão. Seus índices de desaprovação estão se aproximando dos da petista: Temer tem uma rejeição de 70% dos entrevistados enquanto Dilma está com 75%. Os números indicam empate técnico, já que a margem de erro é de três pontos percentuais.

À medida em que Temer se torna mais conhecido ao assumir a presidência, a trajetória de sua desaprovação segue caminho oposto ao de Dilma que, relativamente afastada dos holofotes, vê sua aprovação pública crescer. Ele saiu de 67% de desaprovação em maio para 70% no mês de junho. Ela, que já registrou 90% de desaprovação em setembro de 2015, apresentou uma melhora nos índices.

Embora sua taxa de desaprovação tenha aumentado, a aprovação também cresceu, saindo de 6% em fevereiro de 2016 para 19% no mês de junho. Esta melhora, no entanto, não representou melhora na percepção geral sobre os rumos do país: A porcentagem de pessoas que achavam que o Brasil seguia um bom caminho subiu 1% desde maio, quando registrou 88% e atingiu 89%, enquanto os que acreditam que a situação é positiva subiu de 12% em maio para 11% em junho.

Os principais assuntos que desagradam os entrevistados são as questões sociais: 44% desaprovam sua política de combate ao desemprego, enquanto 43% são contrários à sua gestão dos programas Minha Casa Minha Vida e do Bolsa Família.

Também são citadas a crise política, desaprovada por 42% dos que participaram, a questão do déficit público (41%), da inflação (40%) e da corrupção (40%). Quando o assunto é previdência social, Temer é reprovado por 44% dos entrevistados.

Outra informação revelada pela pesquisa é que muitos dos políticos mais conhecidos do cenário nacional também não são muito bem-vistos pela população. Entre os citados, o que enfrenta maior desaprovação é o ex-presidente Lula (PT), com 68%; seguido pelo senador Aécio Neves (PSDB), com 63%; e por Marina Silva (Rede), com 56%. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e o Ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB) aparecem em seguida, com 55% de desaprovação.

6 respostas para “Desaprovação de Michel Temer cresce e se iguala aos índices de Dilma Rousseff”

  1. O PT com a avalanche de escândalos que criou conseguiu afetar toda a classe política. Mesmo com toda esta descrença, o governador Geraldo Alckmin tem a menor rejeição entre os presidenciáveis.

  2. Avatar Denis Robson disse:

    Isso é um malandro da mesma laia do PT!!!

  3. Avatar MarcioSagitariano disse:

    O povo ta cansado de figurinhas repetidas.

  4. Avatar Bruno disse:

    A Dilma KH no Governo e vocês querem que o homem arrume tudo em 1 mês?

  5. Avatar André Luiz Silva Ramos disse:

    TEMER NÃO É A SOLUÇÃO, MAS É O QUE PREVÊ A CONSTITUIÇÃO.. VAMOS TIRAR DILMA E DEPOIS O TEMER…O PRESIDENTE QUE O POVO QUER HOJE, CHAMA-SE :BOLSONARO!!!

  6. Avatar maria disse:

    “Enquanto 1% dos kleptocratas estão discutindo – com o dinheiro
    público no bolso – qual será o modelo do seu próximo avião, para qual
    paraíso fiscal é mais seguro mandar o dinheiro surrupiado no Brasil,
    qual isenção fiscal exigir do Estado, quanto de renúncia fiscal irão
    conseguir este ano, como estancar a Lava Jato, que medidas devem ser
    tomadas para se assegurar o sigilo bancário, qual Ilha fiscal não
    oferece riscos para guardar o dinheiro pilhado, em qual país será
    adquirida a próxima cobertura, qual helicóptero será comprado, quais
    políticos serão “financiados” etc., o cidadão corrente está preocupado
    com vaga na escola pública para seu filho, a transferência do filho da
    escola privada para a pública, o que fazer quando alguém na família fica
    doente, como será a aposentadoria, quanto de instabilidade existe no
    seu emprego, como conseguir uma moradia, como conviver com a
    insuportável insegurança pública, como viver com menos alimentos do que o
    de costume etc.”

    Luiz Flávio Gomes

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