Derrota na comissão especial é (quase) a “pá de cal” no voto impresso

Comissão da Câmara deixa “sonho” do voto impresso quase enterrado | Foto: Antonio Augusto / Ascom/TSE

Arthur Lira declarou não considerar a pauta já vencida, já que o tema pode ser levado diretamente ao plenário

Depois de protestos de bolsonaristas no fim de semana e da escalada radical do presidente nos últimos dias sobre o tema, a sinalização contrária veio muito forte nesta quinta-feira,5: a comissão especial que trata do voto impresso derrotou o parecer do deputado Filipe Barros (PSL-PR) por 23 a 11. O relatório previa a implementação do sistema.

O enfrentamento de Jair Bolsonaro (sem partido) com a Justiça Eleitoral tem sido marcado pelas ameaças à realização das próximas eleições e virou praticamente a razão de existir do atual governo, enquanto o País enfrenta a pandemia, o desemprego e uma difícil retomada das atividades econômicas, além de outras pautas.

Partidos de todos os espectros ideológicos se uniram no que pareceu ser uma espécie de recado ao chefe do Executivo.

Com a derrota do texto de Filipe Barros, um novo parecer deve ser votado nesta sexta-feira e o relator que está designado é Júnior Mano (PL-CE). Ele terá de construir um texto diferente do elaborado pelo deputado do PSL, já que a maioria se posicionou de forma contrária. O novo voto pode ser pelo arquivamento do texto. O novo parecer deve ser votado amanhã e o relator será o Júnior Mano (PL-CE).

De qualquer forma, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), deu um fio de esperança a Bolsonaro logo pela manhã do dia da votação, quando fez um aceno ao governo ao mencionar a possibilidade de levar o tema ao plenário, mesmo diante de uma derrota. A possibilidade de reviravolta, com vitória do voto impresso, no entanto, é considerada remota pelos parlamentares.

* Com informações do jornal O Globo.

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