Deputados petistas discordam sobre afastamento entre PT e PMDB

Humberto Aidar garante que a relação entre as siglas é “um casamento prestes a acabar”; Luis Cesar Bueno apontou o PMDB como “principal parceiro do PT”

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Deputados estranharam a fala de Agenor de que ele não tem acesso a dados da Prefeitura | Foto: Sergio Rocha (Humberto Aidar) e Y. Maeda (Luis Cesar Bueno)

A aliança entre PT e PMDB para 2016 parece não ter mesmo salvação — pelo menos na capital goiana. Recentemente, o prefeito Paulo Garcia (PT) e o vice Agenor Mariano (PMDB) têm discordando a respeito da gestão da Saneago, em mais um episódio de claro assincronismo. Sobre o destino da parceria entre os dois partidos, os deputados estaduais Humberto Aidar e Luis Carlos Bueno, ambos do PT e com base em Goiânia, discordam.

Nesta quinta-feira, em entrevista ao Jornal Opção Online, dando possíveis sinais de que a aliança não estaria tão forte, Agenor disse que não pode opinar sobre as contas da Prefeitura porque não sabe de dados e números. Mas garantiu que “de forma alguma” existe distanciamento entre os dois partidos.

Luis Cesar reforçou o discurso de que não há crise, enquanto o colega de casa, Humberto Aidar, apontou para intransponíveis divergências. Bueno afirmou que a relação entre as siglas “nunca esteve tão boa”, mas Aidar ressalta: “A relação está muito ruim, embora eles não queiram admitir”. É um casamento prestes a acabar”, completou.

Alguns membros do PMDB têm dito nos bastidores que Iris Rezende estaria pregando o afastamento do PT, dizendo, inclusive, que não quer a continuidade do partido na Prefeitura de Goiânia. O deputado Humberto Aidar aposta que o partido muito provavelmente terá candidato próprio e que não vê a continuidade da parceria entre PT-PMDB a partir do próximo ano.

Já Bueno garantiu que o PMDB é o “principal parceiro” do PT, ressaltando que o que importa é a orientação nacional do PMDB. “O vice-presidente Michel Temer já assumiu uma articulação política nacional e as eleições municipais seguem um parâmetro federativo”.

Aidar apontou a Saneago como uma das causadoras do dito mal-estar entre o prefeito e o vice, explicando que Agenor não concorda com a postura de Paulo Garcia, que já teria acordado uma gestão compartilhada entre Estado e município. Bueno, por sua vez, disse que não há discordância entre os dois sobre o tema: “É natural esse debate”.

“Sem dados”

Agenor disse não saber se a Prefeitura irá conseguir sair do vermelho nos próximos meses porque não tem acesso aos números. “Para eu emitir opinião gerencial sem embasamento em cima de dados consolidados, fica difícil”, alegou.

Sobre o assunto, os dois deputados disseram achar a fala sem sentido. Aidar defendeu que “é de se estranhar que o vice-prefeito não tenha conhecimento de nada”. Bueno acrescentou: “Quanto aos dados, a qualquer hora que ele queira, ele pode ter acesso, inclusive através do Portal da Transparência”.

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