Deputados goianos rejeitam Título de Cidadania à ministra Damares

“Oferecer a maior honraria do Parlamento para quem não fez absolutamente nada ao Estado é um desrespeito”, dispara parlamentar. Homenagem foi proposta por Zé Carapô

Foto: Felipe Cardoso/Jornal Opção

A concessão do Título de Cidadania Goiana à ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Regina Alves, foi rejeitada pela maioria dos deputados goianos. Com o placar de 13 votos a 7, e uma abstenção, o projeto de lei nº 3105/19 de iniciativa do deputado Zé Carapô (DC) foi rejeitado, em segunda votação. Assim a proposta foi arquivada.  

Em sua justificativa, o deputado ressalta que Damares atuou na área jurídica na defesa da preservação dos valores familiares e conservadores. Além de ter sido fundadora da Entidade ATINI – Voz Pela Vida e participado da fundação do Movimento Brasil Sem Azar e do Movimento Brasil Sem Aborto.

“Damares Alves é uma mulher comprometida com a causa das mulheres, das crianças, dos indígenas, da vida e da família, extremamente ativa e digna para tal homenagem”, diz Carapô, ao frisar que a ministra recebeu recentemente o título de cidadã goianiense aprovado pela Câmara Municipal de Goiânia.

Reações

Durante a votação da honraria, o deputado Amauri Ribeiro (Patriota) propôs uma reflexão. “Essa pessoa contribui ou contribuiu para o desenvolvimento do nosso estado? Qual o legado ela nos deixou? São questionamentos que devem ser feitos antes de propor a concessão de Título de Cidadania Goiana. Assim, não banalizaremos uma horaria tão importante concedida por essa Casa Legislativa”, concluiu.

O deputado Henrique Arantes (MDB), por sua vez, afirmou que respeita a opção religiosa da ministra, mas destacou que Damares nunca fez nada pelo estado de Goiás. “O que ela fez pelo nosso estado para merecer o Título de Cidadania?”, questionou. Humberto Aidar fez coro aos colegas: “Oferecer a maior honraria do Parlamento para quem não fez absolutamente nada ao Estado é um desrespeito”.

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