Deputados chamam projeto de autorização de adesão ao RRF de “Cortina de Fumaça”

“Estão confundindo incompetência com dificuldade financeira”, chegou a dizer o deputado Lucas Calil

Foto: Reprodução

Em discussão sobre o projeto de Lei que autoriza o Estado a disputar entrada no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa, deputados chamam proposta de “cortina de fumaça”.

A comissão foi convocada de maneira extraordinária para pautar a matéria da governadoria que já foi aprovada na Comissão Mista. Devido a apresentação de emenda e pedido de vistas, o texto seguiu para a CCJ e é debatida na tarde desta segunda-feira, 1º.

O deputado Lucas Calil (PSD) disse que há má fé nas intenções do Governo. “Existe uma cortina de fumaça (…) Algumas verdades têm que ser ditas. No começo deste ano foi mandado para Goiás uma equipe do Tesouro para que fizesse um estudo para que Goiás pudesse pleitear a entrada no RRF. Mas esse estudo comprovou que Goiás não poderia adentrar ao regime”, disse.

Segundo ele, aliados pedem que a oposição vote à favor do texto, já adiantando que o Estado não irá entrar no programa. “Qual é a racionalidade disso? Estão confundindo incompetência com dificuldade financeira”, afirmou.

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O mesmo discurso foi reforçado pela deputada Lêda Borges (PSDB). “Esse projeto vai afetar todos os cidadãos e os segmentos da economia. Nós estamos votando algo que tem uma cortina de fumaça, não estamos sabendo para quê e por quê votar esse projeto a toque de caixa se ele já tem a liminar do ministro Gilmar Mendes”, pontuou.

Para a parlamentar, essa matéria não deveria ser discutida às pressas em sessões extraordinárias. “Isso deveria estar sendo pautado nas comissões temáticas, em audiências públicas com a sociedade”, sugeriu. Ela ainda exemplificou o caso do Rio de Janeiro para argumentar contra a aprovação.

“O Estado do Rio de Janeiro, que aderiu em 2017, está mais endividado do que antes e foi preciso montar uma CPI na Assembleia para descobrir o que aconteceu”, relatou.

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