Deputado sugere acordo entre empresários, Prefeitura e Governo para reabertura do comércio

Para José Nelto (Podemos), comércio em Goiânia não tem mais condições de permanecer fechado diante da desobediência por parte da maioria da população que já não está permanecendo em casa

Rua da Região da 44 com comércios fechados | Foto: Fernando Leite

O deputado federal José Nelto (Podemos) acredita que o comércio em Goiânia não tem mais condições de permanecer fechado já que, segundo ele, está havendo uma desobediência civil por parte da população, que não está mais – em sua maioria – permanecendo em casa .

O parlamentar justifica dizendo que na região da 44, um dos maiores polos de confeccção do Brasil, os comerciantes estão vendendo as mercadorias do lado de fora das lojas. “Eu moro próximo à região, e por vezes passo ali e vejo os comerciantes vendendo os produtos do lado de fora, na calçada. As pessoas querem e precisam trabalhar, não tem mais condições de manter o comércio fechado”, disse.

O parlamentar propõe uma medida alternativa ao prefeito da capital, Íris Rezende, e ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Haveria, segundo ele, uma reunião entre os proprietários de Shoppings Centers da Capital, bem como os proprietários do comércio na região da 44, junto aos representantes do executivo municipal e estadual.

“Acredito que esses empresários poderiam fazer uma contraproposta para contribuir com os governos municipal e estadual e vice-versa. Nós temos o Hospital das Clínicas que precisa ser aberto, mas faltam mais de R$ 30 milhões para a compra de equipamentos e mobília das áreas clínicas e de UTIs. Os empresários poderiam doar um valor e o montante que faltar para concluir a mobília, seria dividido entre eles”, propõe.

E continua: “o governo municipal e estadual, por sua vez, abateriam o valor pago nos equipamentos dos impostos que ainda deverão ser pagos”.

No município, seria abatido o valor em cima do Imposto sobre Serviços (ISS) e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Já no Estado, seria abatido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Apesar de ousada, Nelto acredita que a proposta é exequível. “Teríamos que adotar medidas rigorosas de segurança, como exemplo as que foram adotadas em São Paulo. Usar máscaras, não reabrir ainda a praça de alimentação, cinema, brinquedotca. Onde o público tiver acesso, monitorar a quantidade de pessoas presentes estabelecendo o distanciamento entre elas, além de aferir a temperatura corporal, entre outras medidas que acredito serem importantes constar em um acordo entre a prefeitura, o Estado e os empresários”.

O melhor a se fazer agora, segundo o federal, é retomar as atividades com segurança, seguindo os protocolos necessários para resguardar a saúde dos cidadãos. “O que não podemos aceitar é que o comércio continue abrindo sem segurança e fiscalização. Os responsáveis precisam agir”.

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