Deputado questiona lotação de leitos de UTI para Covid-19 na rede privada e pede investigação

Na semana passada, rede privada afirmou que ocupação de leitos teria ficado em torno de 20%. Hoje, Ahpaceg afirma não ter leitos disponíveis

O deputado federal José Nelto (Podemos) questionou a declaração do presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), Haikal Helou, de que a rede privada não possui leitos de UTI para pacientes com suspeita de Covid-19 disponíveis. O parlamentar sugeriu que o Ministério Público investigue a situação.

A declaração veio uma semana após a Ahpaceg afirmar que os hospitais privados funcionavam com uma ociosidade de até 80% em algumas unidades. “A maior parte dos leitos está vazia devido à redução de atendimentos eletivos e à baixa procura por parte de pacientes com casos suspeitos ou confirmados de Covid-19. Portanto, neste momento, não há risco de colapso da rede”, informou a associação no dia 13 de maio.

Neste dia, o boletim da Ahpaceg apontou que havia 26 pacientes internados com suspeita de Covid-19 na rede privada e 30 pacientes com casos confirmados. Já nesta quarta-feira, 20, data em que Haikal Helou declarou que a rede privada estaria em alerta, o boletim mostrou 33 internados com suspeita de Covid-19, e outros 38 internados com a confirmação para o novo coronavírus.

“Na semana passada, a Associação dos Hospitais de Alta Complexidade soltou uma nota que 80% dos leitos de UTI estavam ociosos. Depois de uma semana, precisamente ontem (quarta-feira), não há mais vagas na rede privada. Onde está a verdade? MP precisa investigar”, afirmou Nelto em uma rede social.

Leitos ociosos

Por conta da ociosidade dos leitos, a Ahpaceg informou que em março procurou o governador Ronaldo Caiado (DEM) para propor um trabalho conjunto para garantir a assistência médico-hospitalar aos goianos durante a pandemia. Uma parceria chegou a ser firmada para a locação de equipamentos para equipar o Hospital de Porangatu.

Segundo a Ahpaceg, os hospitais associados contam com cerca de 500 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), dos quais aproximadamente 100 foram disponibilizados exclusivamente para atendimentos de Covid-19. No dia 13 de maio, a média de ocupação destes leitos teria ficado em torno de 20%.

A reportagem entrou em contato com a Ahpaceg e foi informada que será realizada uma coletiva nesta quinta-feira, 21, para esclarecimentos sobre a ocupação de leitos para atendimentos de pacientes de Covid-19 em Goiânia.”Como você pode acompanhar nos nossos boletins diários, houve um aumento na demanda nos últimos três dias e a Associação vai anunciar as medidas para garantir o atendimento”, informou.

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