Deputado quer fiscalizar obras da Odebrecht em Rio Verde

Lissauer Vieira questiona falta de compromisso da prefeitura, que prometeu, ainda em campanha, quebrar o contrato com a Odebrecht

Deputado Lissauer Vieira

O deputado estadual Lissauer Vieira (PSDB) quer uma auditoria para fiscalizar as obras e a cobrança abusivas nas tarifas de água e esgoto em Rio Verde. O parlamentar usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Goiás nesta semana para questionar a falta de compromisso da atual gestão municipal, que prometeu, ainda em campanha, quebrar o contrato com a Odebrecht, no primeiro mês de mandato, mas, ao contrário, dispara o deputado, “está doando 5 mil m² para a multinacional”.

Conforme mostrou o Jornal Opção nesta semana, projeto de lei enviado à Câmara Municipal na última segunda-feira (25/9) autoriza a desafetação de uma área verde para que seja construída pela Odebretch Ambiental uma estação elevatória de esgoto, unidade integrante do Sistema de Esgoto do Município de Rio Verde.

Lissauer falou sobre o contrato e lembrou que, até março de 2017, houve um avanço de apenas 10,6% nas obras, o que representa que a empresa cumpriu somente 56% do contrato de universalização do esgoto na cidade. “Além da falta de planejamento das obras, trazendo transtorno à população, há falta de planejamento da empresa, cobranças abusivas no valor das taxas, e ainda vivenciamos da falta de compromisso da atual gestão,” dispara.

O contrato com a Odebrecht Almbiental para o tratamento sanitário de Rio Verde foi feito em novembro de 2013, com duração de 30 anos e o compromisso da empresa de concluir as obras até 2019.

Além do atraso, Lissauer argumenta que várias reclamações chegam até ele todos os dias sobre as discrepâncias nos preços cobrados pela empreiteira. “Consumidores que pagavam em média R$ 50, até junho desse ano, hoje pagam mais de R$110, um aumento abusivo de mais de 100%,” reforça.

Diante de má qualidade na prestação de serviço pela empresa em Rio Verde, Lissauer apresentou um requerimento pedindo a fiscalização das obras da Odebrecht em Rio Verde e pediu uma auditoria para fiscalizar a cobrança das taxas de esgoto sanitário.

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