Deputado quer fim de festas open bar por preocupação com a juventude

Marlúcio Pereira afirma que intenção é encontrar uma forma que não dê prejuízo aos organizadores mas que não destrua a juventude. “Queremos preservar os jovens”

Foto: Marcos Kennedy

Foto: Marcos Kennedy

O deputado estadual Marlúcio Pereira (PTB) propôs um projeto um tanto polêmico em que proíbe a realização de festas “open bar” — que o preço da entrada inclui a consumação de bebida alcoólica — em Goiás. Ao Jornal Opção Online, o parlamentar explicou que o principal motivo de ter proposto projeto é por preocupação com a juventude. “Queremos preservar os jovens”, disse.

De acordo com o deputado, que antes da política atuava como promotor de eventos, uma pessoa que vai a uma festa com o valor da bebida incluso, quer beber ao máximo para compensar o preço do ingresso. A ingestão de bebida alcoólica, segundo o parlamentar, leva a diversas consequências, dentre elas o coma alcoólico. “E tem mais: se um traficante oferece uma droga a um jovem que ingeriu álcool, a coragem dele é outra. Por isso, temos que proteger e evitar que isso aconteça com os jovens”, disse.

Marlúcio acredita que a melhor forma de lidar com a questão é pensar em uma forma em que os empresários não tenham prejuízo, mas que também “não arrebente com a juventude”. O deputado comenta que quando organizava o evento Abelvolks em Aparecida de Goiânia, um dia chegou ao local quase no fim da festa e viu cenas assustadoras. “Tanta gente desmaiada… Pensei assim: ‘Não posso participar disso’! Essa cena nunca caiu da minha cabeça.”

Conforme a proposta, os proprietários e responsáveis pela organização das festas que descumprirem a ordem ficarão sujeitos a pena de multa de até doze salários mínimos, bem como a suspensão do alvará de autorização de realização de eventos. Até agora, o projeto foi apenas lido em plenário e está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

O deputado já pensa em uma emenda após conversar com organizadores de eventos. “Falei com donos de casas noturnas e talvez possamos fazer uma emenda para liberar essas casas fechadas, porque lá dentro de fato é mais fácil o controle.”

De acordo com o deputado, as festas ainda existem porque “todo mundo faz”. Quando começarem a surgir outras formas de fazer eventos, sem prejuízo para os organizadores, festas “open bar” vão deixar de existir. “Pode compensar para os empresários a perda no ingresso com venda de bebida dentro do local”, disse.

Marlúcio explica que a intenção é propor uma audiência pública no próximo dia 5, onde serão ouvidos organizadores de eventos, estudantes, pais de adolescentes e empresas de segurança. “Vamos falar com pessoas que convivem com isso diariamente”, e completou: “Não sou o dono da verdade. Sabia que ia gerar polêmica, mas levantei o tema para discutirmos.”

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