“São dois projetos diferentes”, diz Marcos Abrão ao explicar mudança de voto

Parlamentar afirmou que mudou seu voto por causa da mudança no texto. Matéria aprovada na quarta-feira se restringe apenas aos crimes hediondos

Marcos Abrão acredita que apenas a redução da maioridade não vai mudar a situação da violência | Reprodução/ Facebook

Marcos Abrão acredita que apenas a redução da maioridade não vai mudar a situação da violência | Reprodução/ Facebook

Durante votação da redução da maioridade penal, na Câmara dos Deputados na última terça-feira, apenas três deputados goianos foram contrários à emenda: Rubens Otoni (PT), Flávia Morais (PDT) e Marcos Abrão (PPS), No entanto, com a recolocação do tema em votação menos de 24 horas depois da primeira decisão, arquitetada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB), Marcos Abrão mudou seu voto de “não” para “sim”.

Em entrevista ao Jornal Opção Online, o político esclareceu que a mudança se deu pela alteração no texto. “São dois projetos com textos diferentes: o outro falava em crime hediondo, homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, terrorismo, lesão corporal grave, tráfico de entorpencentes e drogas e roubo. O atual fala em crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.”

Quando questionado sobre a votação contrária à orientação do próprio partido, Marcos explicou que a bancada ficou dividida após a alteração do texto. “Nas primeiras reuniões que tivemos estava acordado que, se o texto fosse sobre redução de maioridade para crimes hediondos e contra a vida, nós iríamos votar à favor”, pontuou ele.

A orientação do PPS em votar contra a redução se deu, segundo Marcos, pelo caráter humanista do estatuto. Ele esclareceu que, depois da alteração no texto, a bancada voltou a se reunir e metade dela se posicionou à favor da nova proposta.

O parlamentar acrescentou que apenas a redução da maioridade penal não vai resolver a situação: “Nós mostramos que a sociedade está clamando por essa medida, mas sozinha ela não vai resolver”. Segundo ele, no entanto, esta aprovação é um alerta de que as coisas não podem ficar do jeito que estão.

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jallys Mendes

Só um detalhe, a deputada Flávia Morais não é do PT como está escrito, mas sim do PDT. Apenas Rubens Otoni é do .PT

MOACIR ROMEIRO

Parabéns deputado! Pode contar comigo.