Deputado lamenta saída da Amcor do Estado: “Estamos perdendo nossas empresas”

Gustavo Sebba afirma que incentivos fiscais são cruciais para manter a competitividade, frente a entes com localização geográfica melhor

Gustavo Sebba | Foto: Alego

O deputado estadual Gustavo Sebba (PSDB) lamentou a saída da Amcor Rigid do Brasil de Goiás para Minas Gerais. Há 12 anos no Estado, a empresa migrará por conta da política de incentivos fiscais locais. Ela investe, atualmente, R$ 127 milhões na expansão da fábrica na cidade mineira de Pouso Alegre.

“Infelizmente é uma tragédia anunciada. A cada semana uma nova tragédia é divulgada nos jornais, graças a essa política de cortes de incentivos fiscais implementada de forma absurda”, lamentou Sebba.

Desligamento radical

O parlamentar citou, ainda, que “a Mitsubishi já discute um novo Estado para ir, a Piracanjuba, Laticínio Bela Vista, e outras estão se desligando aos poucos. Outras são mais radicais, como a Amcor”. A empresa, vale destacar, negociou um acordo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas, Farmacêuticas e de Material Plástico (Sind.Q.F.P-GO) e aprovou uma proposta de Pedido de Demissão Incentivada (PDI).

Desta forma, a Amcor dará aos trabalhadores que não forem transferidos para o novo local uma indenização de 20% do salário multiplicado pela quantidade de anos de vínculo empregatício. E, ainda, seis meses de auxílio alimentação e plano de saúde, para titular e dependentes, após a demissão.

As verbas rescisórias e multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deverão ser pagas integrais. O Sindicato estima que mais de 70 empregados serão beneficiados.

Importância

Para Sebba, os incentivos fiscais são cruciais para manter a competitividade. Isto, porque segundo o legislador outros entes são possuem localização geográfica e rede rodoviária melhor, além de facilidade logística.

O deputado lembra, inclusive, que a Adial Goiás encomendou uma pesquisa, em que a maioria dos goianos defende a atração de empresas e incentivos fiscais. Enquanto a indústria é considerada por 98,3% dos goianos como muito importante ou importante para o desenvolvimento econômico do Estado; 74,3% aprovam os programas de Estado para atrair novos investimentos privados por meio de incentivo fiscal.

“Estamos perdendo nossas empresas. O governo visa aumentar caixa, mas não vai. Vai gerar desemprego e perda de indústria por conta de uma política mal feita”, arrematou.

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