Deputado goiano diz que Reforma da Previdência ignora dignidade de trabalhadores

João Campos critica pontos da proposta original apresentada pelo governo Temer e ameaça votar contra matéria caso não haja mudanças

Deputado federal João Campos (PRB-GO), presidente da Frente Parlamentar Evangélica | Foto: Divulgação / Facebook

Em entrevista recente ao Jornal Opção, o deputado federal João Campos (PRB) fez duras críticas à proposta de Reforma da Previdência, de autoria do presidente Michel Temer (PMDB). O deputado defende alterações no projeto original e ameaça votar contra a matéria caso não haja mudanças.

O parlamentar destaca que o papel da previdência é garantir o mínimo de dignidade aos aposentados, o que, segundo ele, não é levado em conta na proposta de Temer. “Não posso concordar com a regra proposta para os pensionistas, por exemplo. Não prevê dignidade alguma. A viúva vai passar fome”, argumentou.

Ele afirma, ainda, que o projeto para a nova previdência deve deixar de abranger os integrantes das forças policiais. João Campos lembra que, mundo afora, trabalhadores em situação de risco apresentam regras e critérios diferenciados quanto à aposentadoria — até mesmo porque, alega o deputado, a expectativa de vida dos policiais é inferior ao do restante da população. “A reforma coloca todos na vala comum e isso é inadmissível”, pontua.

Para o parlamentar, Temer pode encontrar dificuldades em aprovar o projeto na Casa de leis se insistir no texto original. E o deputado do PRB garante que o sentimento é compartilhado por colegas da Câmara, inclusive, membros da base aliada.

Avaliação

Especificamente sobre a gestão do PMDB à frente do Palácio do Planalto, João Campos afirma serem perceptíveis mudanças positivas no cenário econômico brasileiro desde que o governo federal passou para as mãos de Temer.

Também destaca a interlocução com o parlamento como um ponto positivo da administração peemedebista, mas classifica como “muito ruim” a forma como o presidente tem lidado com as crises políticas. Para exemplificar, ele cita as frequentes demissões de ministros e auxiliares do governo, além da instabilidade jurídica e política que recai sobre o próprio peemedebista enquanto avançam as investigações da Operação Lava Jato.

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