Deputado goiano diz que aumento de impostos é “insanidade econômica”

Segundo Fábio Souza, a população não vai entender os reajustes, sugerindo corte de gastos para superação da crise

Deputado federal Fábio Sousa | Foto: Zeca Ribeiro/ Agência Câmara

O deputado federal Fábio Sousa (PSDB-GO) disse ser contra o aumento de impostos feito pelo governo federal na última semana. “Em época de crise, você falar em aumento de impostos é insanidade econômica”, disse.

Na última quinta-feira (20/7) uma elevação de tributos sobre combustíveis e o bloqueio de quase R$ 6 bilhões do orçamento foi anunciado.

Em entrevista ao Jornal Opção, o deputado afirmou que a medida não é a melhor solução. “A falta de dinheiro para a população gera mais crise. Você gera mais problemas ainda”, explicou.

Como solução, Fábio sugeriu o corte de gastos. “Isso é urgente. É preciso uma reforma do Estado brasileiro, que está inchado. Hoje existem cargos comissionados, cargos efetivos, concursados, com salários acima do limite e ainda com penduricalhos, já começa daí”, declarou.

Logo após o anúncio, o presidente Michel Temer disse que a população “vai compreender” o aumento do preço dos combustíveis, o que foi totalmente discordado pelo parlamentar. “Lógico que não. Sem dinheiro, ninguém vai entender”, garantiu.

Denúncia contra Temer

Membro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Fábio Souza foi o único goiano que votou a favor do relatório elaborado pelo deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) que recomendava a aceitação da denúncia contra o presidente Michel Temer.

Segundo ele, a denúncia tem nexo, logo, o Supremo Tribunal Federal (STF) precisa investigar. “Com os indícios que temos, não podemos dizer não a uma investigação”, afirmou.

O deputado garante que irá manter seu voto em plenário, com votação prevista para acontecer no começo de agosto. “Infelizmente, é difícil a denúncia ser admitida. Tenho esperança, mas estou sendo realista”, assumiu.

De acordo com Fábio, porém, a gestão de Temer ainda tem outras denúncias para tentar barrar. “O governo vai ter votos para barrar essa primeira denúncia, mas não sei como ele vai lidar com as outras que estão por vir”, finalizou.

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