Deputado goiano contraria decisão do PSDB e reitera voto contra reforma da Previdência

Ao Jornal Opção, parlamentar afirma que não se importa com possíveis punições e garante não ser o único do partido que irá contrariar a orientação nacional

Foto: Luis Macedo

Mesmo fechando questão a favor da proposta de reforma da Previdência, o PSDB não deve contar com a unanimidade dos deputados federais na votação. É o caso do tucano Fábio Sousa, que mal esperou o resultado da primeira reunião da Executiva do PSDB com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, no comando da legenda, para adiantar que mantém o posicionamento contra a proposta do governo Temer.

Em entrevista ao Jornal Opção, o parlamentar afirma que não se importa com possíveis punições e garante não ser o único do partido que irá contrariar a orientação nacional. “Se eu for votar por medo de punição eu não sirvo para ser deputado”, asseverou.

Fábio não poupa críticas à proposta de reforma. Segundo ele, as mudanças não resolveriam o rombo da Previdência, além de não considerar as nuances sociais. “Precisamos de uma forma, mas não pode ser essa. O governo tem que ter moral para propor algo assim, cortar gastos públicos, fazer sacrifícios e não é isso que estamos vendo”, criticou.

O deputado do PSDB também lembra que nenhum partido que fechou questão a favor da reforma conta com a unanimidade dos parlamentares, nem mesmo o próprio PMDB.

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Nilson Gomes Jaime

Sábia atitude do deputado federal Fábio Sousa. Está muito claro que, mais uma vez, o argumento de que “As reformas são necessárias pelo bem do Brasil”, e de que “É necessário cortar privilégios”, não é verdadeiro. Por que os militares não entram no projeto de reforma? Não fazem parte dos “privilegiados?” Por que ela não atinge senadores, deputados, ministros do governo, promotores e juízes? Não está aí, justamente a maior fonte de privilégios, onde chegam a União chega a gastar R$ 470.000,00 com um único parlamentar, no mês de dezembro, incluído o 13º salário? Não é aí onde os parlamentares… Leia mais