Deputado do MDB dispensa discurso de união e diz que partido seguirá dividido

Líder do partido da Assembleia, José Nelto ouviu súplicas de um aliado para não participar de evento em apoio a Caiado. Emedebista, entretanto, não foi convencido

José Nelto discursa durante abertura dos trabalhos | Foto: Fernando Leite

O racha entre políticos que compõem o MDB ficou ainda mais exposto durante sessão plenária na Assembléia Legislativa de Goiás nesta quinta-feira (15/3), depois que o deputado estadual Waguinho Siqueira pediu para que o colega do mesmo partido, deputado José Nelto, não participasse do evento de apoio à candidatura de Ronaldo Caiado marcado para o próximo dia 20 na Casa de leis.

Waguinho disse que conversou com os parlamentares que compõem a bancada do MDB e garantiu que a maioria não apoia a decisão de José Nelto, que é líder do partido na casa, de participar do evento.

“Faço um apelo, sei que muitos prefeitos o pressionam, mas não participe deste evento. O senhor é uma liderança e não vai conseguir explicar depois”, pediu Waguinho, que integra a ala emedebista que apoia o nome do deputado federal Daniel Vilela ao governo de Goiás.

Em entrevista ao Jornal Opção o deputado José Nelto afirmou que é “homem de compromisso” e que não voltará atrás na decisão. “Tive uma reunião com o grupo e terça-feira minha decisão será externada. Se for preciso, abro mão da liderança, não quero criar constrangimento entre a bancada.”

O episódio dá mais indícios de que não deve haver aliança entre os pré-candidatos a governo Daniel Vilela (MDB) e Ronaldo Caiado (DEM), o que para Nelto prejudica a disputa.

“O partido está literalmente rachado. Isso é fato. Há um ano estamos tentando construir a unidade, dialogar. Mas não tem diálogo, não temos chapa. O MDB já perdeu cinco eleições porque tem ciscado pra fora”, afirmou.

Apesar da declaração, o parlamentar afirma que não se trata de um rompimento com o presidente do partido e pré-candidato Daniel Vilela. “Isso não significa rompimento, não estamos rompendo com Daniel. Nós o respeitamos muito, mas são decisões políticas. O partido é democrático e cada um toma as suas decisões”, finalizou.

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