Deputado acusa UFG de “fazer pouco caso” sobre tráfico de drogas e defende contingenciamento

“Não é corte de verbas, é corte de ervas”, diz Humberto Teófilo

Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

O deputado Delegado Humberto Teófilo (PSL) usou a tribuna da Assembleia Legislativa para rebater nota divulgada pela reitoria da Universidade Federal do Estado de Goiás (UFG) sobre apreensões de drogas feitas dentro na Casa do Estudante (CEU I), no Câmpus Colemar Natal e Silva, na última terça-feira, 21. Polêmico, o parlamentar também fez coro à decisão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de contingenciar recursos para as federais: “Não é corte de verbas, é corte de ervas”.

Para Teófilo, os responsáveis pela instituição sabiam do tráfico de drogas dentro da universidade e não tomaram nenhuma providência. “Me causa repulsa em saber que estão traficando drogas dentro das universidades federais e os responsáveis pela administração fazem pouco caso e ignoram os fatos. Universidade é lugar de estudar, não de fumar um baseado e muito menos traficar”, disse o parlamentar. 

O deputado disse que a UFG mentiu em nota dizendo que solicitou ao Denarc abertura de inquérito  para investigar o tráfico de drogas dentro da universidade. Humberto afirmou ainda que sempre que os policiais vão à UFG são barrados pelos seguranças da instituição. “Respeite o trabalho da polícia! Vocês nunca solicitaram abertura de inquérito policial, eu liguei na polícia pra confirmar”. 

 Humberto Teófilo disse que os responsáveis pela administração da UFG deveriam ser presos. “Será que a reitoria está vendo rolar solto  o tráfico de drogas e ficando omissa? Porque se tiver tem que prender eles também”, concluiu o deputado.

Confira a nota da UFG sobre a apreensão de drogas na Casa do Estudante citada pelo parlamentar:

A propósito dos fatos ocorridos na terça-feira, 21/05, na Casa do Estudante (CEU I), no Câmpus Colemar Natal e Silva, Setor Universitário, em que três estudantes da Universidade Federal de Goiás foram detidos sob a suspeita de tráfico de drogas, prestamos os seguintes esclarecimentos:

A Universidade acompanha atentamente os fatos ocorridos sempre exigindo a atenção ao devido processo legal, à ampla defesa, à presunção da inocência e às garantias individuais. A Administração Superior esteve presente desde o acesso da Rotam à CEU I até o encaminhamento dos envolvidos à Central de Flagrantes. Cabe ressaltar que em todos esses momentos os agentes envolvidos prestaram todas as informações solicitadas, zelando pelo profissionalismo e cuidado.

A UFG ressalta a importância do trabalho desenvolvido pelos órgãos de segurança (Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal) em ações de prevenção, repressão e investigação de eventuais ilícitos penais (aos crimes de furtos, assaltos, tráfico de drogas) cometidos dentro e fora da UFG, preservando-se a autonomia universitária. Nesse sentido, desde outubro de 2017 já foram realizadas 60 (sessenta) abordagens em conjunto com a PM nos câmpus das Regionais Goiânia. A UFG vem solicitando abertura de investigações junto à Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (DENARC), à Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA) e à Superintendência Regional da Polícia Federal (DPF) sobre diferentes denúncias feitas pela comunidade de possíveis ilícitos ocorridos no âmbito da UFG.

A Administração Superior da UFG colabora com as investigações da Polícia Civil, atende os pedidos dos representantes das partes envolvidas, bem como tomará as devidas providências previstas em seu Estatuto e Regimento Geral, dentre as quais a solicitação de abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar possíveis responsabilidades.

A UFG entende que a violência não é fato isolado ou pontual, ao contrário, permeia estruturalmente toda a sociedade e, por isso, as medidas preventivas e de enfrentamento à criminalidade devem ser pensadas e adotadas a partir de políticas públicas efetivas e consistentes, sempre envolvendo a comunidade, o poder público e as diversas instituições do país.

A UFG vem adotando medidas de prevenção e enfrentamento ao tráfico de drogas e outros delitos, tendo criado, em 2018, a Secretaria de Promoção da Segurança e dos Direitos Humanos e, ainda, o Conselho de Promoção da Segurança e dos Direitos Humanos, com o objetivo de implementar uma política institucional voltada à segurança, à construção da cidadania e ao bem-estar da comunidade universitária.

A UFG reitera o seu compromisso com os valores democráticos, com a diversidade cultural e com a cultura da paz, ressaltando a importância da convivência social pacífica e de proteção e defesa dos direitos humanos.

Secretaria de Promoção da Segurança e dos Direitos Humanos da UFG

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Danilo

Deputados do PSL lutam pelos Americanos e tentam desgraçar ao máximo o Brasil.Podem enganar os manipuláveis com robos de WhatsApp mais ficarão registrados nos livros de todas as línguas e nações, para as próximas gerações que vocês se venderam por quase nada e afundaram esse país, PSL é o novo PT, muito mais destrutivo e corrupto!!!

Danilo

Sem ciência em pleno século 21? podem se desesperar brasileiros, pois não existe esperança de progresso para esse país!

Teresa

Mentira! A polícia militar entra na UFG sim! Faz ronda todo o dia com a viatura. Se não prendem traficantes é porque não querem. Muito baixo esse tipo de acusação leviana, à distância, sem saber a realidade. Drogas existem por toda a parte do mundo, em universidades particulares também existe e muito. Até em Harvard tem. Ocorre que a parcela de estudantes sérios é muito maior do que uma dúzia de drogados. Os professores trabalham muito, todos em dedicação exclusiva à UFG, muitas vezes até deixando de lado suas vidas pessoais em prioridade ao trabalho. No congresso, inclusive, tem vários… Leia mais