Deputada goiana defende reforma da Previdência após alterações no relatório

Integrante da comissão especial da reforma da Previdência, Magda Mofatto (PR) é uma das seis parlamentares de Goiás que declararam voto favorável à aprovação da matéria

Deputada Magda Mofatto levou em consideração o aumento da expectativa de vida do brasileiro e questionou a jornada dupla da mulher | Foto: Divulgação Câmara dos Deputados

*Matéria alterada às 22h46

A deputada federal Magda Mofatto (PR-GO), integrante da comissão especial da reforma da Previdência, defendeu nesta quarta-feira (26/4) a matéria. Ela é uma das seis parlamentares de Goiás que declarou voto favorável à aprovação da proposta.

Ela ressalta que o relatório apresentado à comissão pelo deputado Arthur Maia (PPS-BA) trouxe mudanças significativas, como a alteração das regras para a idade mínima da aposentaria, que passa a ser de 65 para homens e 62 para mulheres, com tempo mínimo de contribuição de 25 anos (que dá direito a 70% do benefício). Segundo ela, esta foi uma conquista da bancada feminina, da qual faz parte.

Em reunião da comissão para debater o teor do relatório, a deputada ressaltou também o aumento da sobrevida da população. Ela afirmou que há alguns anos era quase um atestado de óbito ter um diagnóstico de câncer. “Hoje já se fala com naturalidade porque há tratamento”.

Sobre as regras que reduzem a pensão e obrigam o segurado a optar entre a aposentadoria ou a pensão, a deputada afirmou que são justas porque a mulher, por exemplo, não tem mais dupla jornada quando se aposenta. “A dupla jornada ela teve quando tinha crianças pequenas, mas deve ser compensada na aposentadoria pelo tempo que trabalhou a mais”.

Para a deputada, quem está reclamando da reforma são os privilegiados que têm condições de se organizar e fazer uma mobilização contrária.

O relator da reforma da Previdência disse em entrevista à imprensa, que deve voltar a conversar com as bancadas dos partidos da base do governo para esclarecer pontos do seu relatório, mas deixou claro que não pretende fazer mudanças no relatório.

A fase de discussão começou na última terça-feira (25) e deve durar até quinta-feira (27). Depois, a proposta do relator será votada no colegiado, mas a data ainda não foi marcada. Para ser aprovada, a proposta precisa ter a maioria dos votos dos deputados presentes no dia da votação. (Com informações Agência Câmara)

*  A matéria foi alterada para correção de informação. Anteriormente foi publicado que a deputada seria a favor de idade mínima igual para homens e mulheres.

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