Deputada do PT diz que menos mulheres eleitas é parte de contexto político de retrocesso

De quatro mulheres, Assembleia Legislativa de Goiás passa a ter apenas duas deputadas estaduais em 2019

Deputada Adriana Accorsi | Foto: Foto Y. Maeda / Alego

No último dia 7, quando divulgados os deputados estaduais eleitos em Goiás, um dado chamou atenção: na Assembleia Legislativa a quantidades de mulheres eleitas passou de quatro para duas no próximo mandato. As únicas mulheres na lista eram Lêda Borges (PSDB) e a delegada Adriana Accorsi (PT), que foram reeleitas.

Para a delegada, esse dado é parte de um contexto político de retrocessos. “Passamos por um contexto político de retrocesso em relação ao direito das pessoas, das minorias e isso acontece no país e no mundo”, afirmou.

Segundo ela, as quatro deputadas que têm mandato na assembleia hoje não representam nem 10% do total dos parlamentares da Casa. “E agora teremos muito menos, o número foi reduzido pela metade”, protesta.

Para a delegada, o desafio que ela e Lêda Borges têm, agora, é de trazer pautas que representem as mulheres do estado. De acordo com o Censo 2010, feito pelo IBGE, as mulheres são 50,34% da população em Goiás. “É uma grande responsabilidade, temos agora essa função de colocar pautas das lutas, necessidades e problemas relacionados à condição feminina no nosso estado para ser discutida nessa Casa”, disse.

Ela ainda ressalta que se espera que isso também venha dos homens eleitos, mas, como mulher, ela adota a missão como prioridade para seu mandato. “Estou priorizando a questão do combate à violência contra a mulher, que é muito grave no nosso estado”, afirmou a delegada.

Adriana ainda disse ao Jornal Opção que já conversou com o governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) para que falar de medidas emergenciais para as mulheres em Goiás. “Ele foi muito receptivo e eu acredito que teremos êxito no sentido de avançar nessas pautas”, relatou.

 

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