Deputada apresenta projeto para contabilizar assassinatos de mulheres transexuais em Goiás

Matéria de Adriana Accorsi quer que ocorrências policiais registrem transfeminicídio e feminicídio para que sejam criadas políticas públicas em combate a estes tipos de crime

Um projeto de lei apresentado nesta quarta-feira (26/10) na Assembleia Legislativa quer que em Goiás, a exemplo do que acontece em outros estados do país, os crimes de feminicídio e transfeminicídio já constem nas ocorrências policiais. De acordo com a deputada Adriana Accorsi (PT), autora da matéria, a medida é importante para que se possa contabilizar quantos crimes do tipo acontecem no Estado.

“O feminicídio é o homicídio praticado em função do gênero, de violência doméstica, enquanto o transfeminicídio é o que ocorre contra as pessoas transexuais. Não existe nas ocorrências policiais campos para essas categorias de homicídio. É importante que conste, se já for constatado o crime, para termos uma noção de quantos são esses casos no Estado e  possamos criar políticas públicas para combater esse tipo de assassinato”, explicou a parlamentar.

Segundo Adriana, ultimamente tem se visto vários casos de feminicídio não só em Goiânia, mas em todo o Estado, e o projeto pode auxiliar no combate ao crime. A deputada lembrou ainda que a maior parte dos seus projetos diz respeito à questão da segurança pública e ao combate à violência contra mulheres e crianças.

“Apresentei, ainda, projetos para empoderar as mulheres, para que elas garantam sua independência — seja financeira ou emocional –, como por exemplo as vagas garantidas para mulheres vítimas de violência nas empresas que negociam com o Estado”, disse a deputada. O projeto de lei segue, agora, para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa.

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