Depois de ter confessado matar o próprio filho, mãe volta atrás

Suspeita de assassinar Itaberli Lozano por não aceitar que ele fosse gay, mulher mudou depoimento e disse que crime foi cometido por três jovens

A mãe do jovem Itaberli Lozano, morto aos 17 anos em dezembro, voltou atrás na sua confissão de ter matado o próprio filho. Tatiana Lozando e o marido, Alex Canteli Pereira, padrasto de Itaberli, estão presos desde a última quarta-feira (11/1) depois de terem confessado participação no crime.

Apesar de não ter matado o garoto, Alex ajudou Tatiana a ocultar o corpo dele em um canavial na cidade onde moravam, Cravinhos (SP). Ele foi enrolado em uma lençol e posteriormente queimado, para que não restassem impressões digitais. Segundo a família de Itaberli, ela o matou porque não aceitava que ele fosse gay.

Tatiana nem ao menos prestou queixa do crime – o boletim informando o desaparecimento do jovem foi registrado apenas no dia 9 de janeiro, feito pela avó. O corpo dele já havia sido encontrado no dia 7. Ao ser ouvida pela primeira vez na polícia, ela informou que agiu em legítima defesa, porque seu filho estava usando drogas e agindo agressivamente, ameaçando não só ela, como também o irmão mais novo, de três anos. A versão é contestada pela família.

Em novo depoimento, Tatiana disse que, na verdade, foram três pessoas que mataram seu filho. De acordo com ela, dois jovens e uma adolescente teriam chegado à sua casa e perguntado se o filho dela estava dando muito trabalho. Ela teria dito que sim e permitido que os três lhe dessem um “corretivo”, mas “sem deixar o filho machucado”.

Ela teria então saído de casa e, mesmo ouvindo os gritos do filho, que dizia que iria morrer e pedia socorro, ficou por vinte minutos ausente. Quando voltou, Itaberli já estava morto e Tatiana, temendo ser incriminada, pediu que o marido a ajudasse a sumir com o corpo.

Sua nova versão, no entanto, não inclui os nomes dos supostos criminosos. Segundo ela, a única pessoa que ela conseguiu ver foi a adolescente, e ela não seria capaz de identificar os outros dois. Tatiana e Alex permanecem presos.

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