Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) revelou que mais da metade das crianças no terceiro ano não sabem fazer contas de adição e subtração nem interpretar textos

Mayara Carvalho

O Ministério da Educação lançou a Política Nacional de Alfabetização (ANA) em resposta ao resultado preocupante da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA)  que foi divulgado nesta quarta-feira (25/10) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).  Os dados revelam que mais da metade das crianças no terceiro ano do ensino fundamental está abaixo do desempenho desejável.

Segundo os dados da avaliação, que foi realizada em 2016 , apenas 45,2% dos estudantes avaliados obtiveram níveis satisfatórios em Leitura, com desempenho nos níveis 3 e 4. Em 2014, esse percentual era de 43,8%. Mas a maioria dos estudantes ainda permanece nos níveis indesejáveis. 54,6% dos alunos avaliados estão nos níveis considerados insuficientes, ou seja, não conseguem ler e interpretar textos.

Em Matemática a situação não é diferente.  A avaliação classifica o conhecimento em quatro níveis. Em dois deles, o desempenho foi considerado insuficiente para crianças dessa faixa etária. Nessas idades, a criança não lê as horas no relógio analógico nem consegue fazer cálculo de adição de duas parcelas ou resolver problema de subtração com números de até dois algarismo.

No geral, os resultados revelam que parte considerável dos estudantes, mesmo havendo passado por três anos de escolarização, apresentam níveis de proficiência insuficientes para a idade. A terceira edição da ANA foi aplicada pelo Inep entre 14 e 25 de novembro de 2016. Foram avaliadas 48.860 escolas, 106.575 turmas e 2.206.625 estudantes. 90% dos avaliados possuíam 8 anos ou mais.

Com o objetivo de melhorar os índices estagnados da educação, a política de alfabetização  é um conjunto de iniciativas que envolvem a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a formação de professores, o protagonismo das redes e o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

Além disso, será criado o Programa Mais Alfabetização, que deve atender, a partir de 2018, 4,6 milhões de alunos com a presença de assistentes de alfabetização, que trabalharão em conjunto com os professores em sala de aula. A expectativa é contar com 200 mil turmas em todos os municípios brasileiros, entre os 1º e o 2º anos do ensino fundamental.