Procurador quer critérios para definição da chapa que disputará as duas vagas ao Senado Federal na eleição de outubro

Demóstenes Torres (PTB) em entrevista ao Jornal Opção | Foto: Fernando Leite

O procurador Demóstenes Torres (PTB), pré-candidato ao Senado Federal quer a outra vaga da chapa governista para a disputa — a primeira é do ex-governador Marconi Perillo (PSDB). Para tanto, não tem falhado em comparecer em eventos do governo e costurar apoio com partidos aliados. Postura diferente tem adotado sua principal competição, a senadora Lúcia Vânia (PSB), que tem evitado comparecer em solenidades nas quais o procurador está presente e mantém diálogo com lideranças da oposição.

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Durante evento do Governo Junto de Você na manhã desta segunda-feira (25/6), na Praça Cívica, o petebista se absteve de comentar a postura da senadora, mas defende que a base precisa ter critérios para definir a chapa majoritária. “A única coisa que estou fazendo é comparecer aos eventos, conversar com os prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais. Estou fazendo o que é de se esperar. Não posso de forma alguma comentar o comportamento dela. Se tomou essa posição, que leve adiante”, disse.

Aliados de Lúcia Vânia e de seu afilhado político, deputado federal Marcos Abrão (PPS), estiveram na solenidade nesta segunda (25), mas os dois não compareceram.

Em entrevista ao Jornal Opção, o procurador disse que “o candidato tem que ser o preferido da base. Não existe escolha impositiva. Existem critérios para que ninguém fique magoado. Quaisquer que sejam os critérios, sendo aceitos e respeitados, quem perder vai apoiar quem ganhar e quem ganhar estará legitimado para disputar. Acho que é isso que deve acontecer”,  avaliou.

Segundo ele, a determinação do governador José Eliton (PSDB), pré-candidato à reeleição, é de que a escolha está a cargo dos partidos. Demóstenes já angariou apoio de algumas siglas, como PROS, PV e Patriota.

“Acho que, independente do que acontecer, a base continuará unida. Eu estou com a base e não abro. O PTB já firmou posição, esperamos que os critérios sejam estabelecidos. O PTB aceita critérios, só não aceita imposição”, completou.