Democracia perde com a pouca presença de mulheres na Alego, diz deputada

Para deputada, eleitorado feminino tem que entender a importância de ter mulheres no legislativo para as políticas públicas

Isaura Lemos | Foto: Reprodução

A deputada estadual Isaura Lemos (PCdoB) quer tornar o programa de governo Patrulha Maria da Penha em projeto de lei. Essa é uma das últimas atividades da deputada na Assembleia Legislativa, que não disputou a reeleição.

A Patrulha Maria da Penha é um programa de governo criado em 2013, que tem caráter preventivo e ostensivo no acompanhamento das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Além de agir na fiscalização do cumprimento das Medidas Protetivas de Urgência por parte do agressor.

As equipes que fazem rondas e atendem aos chamados são compostas por três policiais militares, sendo duas mulheres com treinamento específico. De acordo com a Secretaria Cidadã, a presença das profissionais de segurança mulheres é para que as vítimas se sintam menos constrangidas e mais acolhidas para relatar o ocorrido.

A deputada quer transformar o programa em lei para que as ações não se encerrem. “Para que qualquer governo assuma esse compromisso e não possa se desfazer desse importante instrumento de defesa das mulheres”, explica.

Representação

Isaura também lamentou a redução do número de mulheres eleitas na Assembleia Legislativa. “Avalio com muita tristeza, a democracia perde com a pouca presença de mulheres nessa casa”, afirmou, referindo-se ao resultado da eleição do último dia 7, que elegeu apenas duas mulheres como deputadas estaduais.

Para Isaura, o eleitorado feminino, que é maioria em Goiás, não está entendendo a importância de ter mulheres nas casas legislativas para fortalecer as políticas públicas em defesa da mulher.

Em Goiás, xx% dos eleitores são mulheres. Na Assembleia, em 2019, a representatividade feminina é de xx%, com Lêda Borges (PSDB) e Adriana Accorsi (PT), reeleitas, numa casa com 41 deputados no total.

Isaura, que disputou cadeira no Congresso Nacional, como deputada federal, e não conseguiu a eleição, diz que suas atividades continuam na base. “Continuamos nos movimentos sociais, levantando a bandeira da emancipação da mulher, em defesa das mulheres que estão sofrendo violência doméstica”, disse.

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