Delegado Marco Antônio Maia se afasta da Polícia Civil para disputar prefeitura de Goianésia

Ele será o nome do PSDB na cidade e conta com o apoio da tradicional família Lage, além do deputado estadual Hélio de Sousa

Delegado Marco Antônio Maia | Foto: Divulgação

O delegado Marco Antônio Maia, titular da 15ª regional da Polícia Civil, anunciou nesta quinta-feira, 4, sua desincompatibilização do cargo. Marco Antônio é o nome do PSDB para disputar a prefeitura de Goianésia, a cerca de 170 km de Goiânia. A medida obedece o cronograma do calendário eleitoral definido pelo TSE.

O delegado, que também é presidente do Goianésia Esporte Clube, também deve deixar a função nos próximos dias para se dedicar a pré-candidatura.

Marco Antônio aparece como o novo no partido tucano em Goianésia. Ele conta com o apoio da tradicional família Lage, além do deputado estadual Hélio de Sousa. “Um nome muito bem conceituado na cidade”, classificou deputado em recente entrevista para imprensa.

Segundo o presidente do PSDB em Goianésia, Marcelo Gomes, a trajetória do delegado na cidade faz com que ele esteja preparado para a disputa. “Ele representa renovação em Goianésia. Trabalha pela cidade na área de segurança pública e sabe das necessidades do município”, disse.

Trajetória

Apontado como um divisor de águas na Segurança Pública da região, Marco Antônio foi um dos responsáveis pela evolução da Polícia Civil, pela crescente no número de elucidação de crimes e pela humanização da instituição na cidade.

Aprovado no concurso para delegado da Polícia Civil de Goiás em 2009, Marco Antônio, natural de Viçosa, em Minas Gerais, assumiu o posto em 2010. Em um primeiro momento, o delegado iria assumir o cargo na cidade de Caiapônia, mas a pedido de uma colega de profissão resolveu ficar em Goianésia.

Na época, Marco Antônio lembra que as condições físicas da delegacia eram péssimas. “Talvez uma das piores do estado de Goiás. Não tínhamos nenhuma salubridade para os servidores e para a população. Era tudo amontoado, cheio de carros, não tinha banheiro. A cozinha era improvisada”, disse.

De 2010 para 2011, o delegado começou a implementar algumas mudanças no local. “Aos poucos fizemos uma reforma ampla. Criamos quatro salas, um canil, que foi o primeiro canil de cães farejadores da Polícia Civil do Estado. Trouxemos também o Grupo de Repressão a Narcóticos, o Genarc. Com isso, veio uma estrutura de polícia mais sofisticada”, acrescentou.

Em 2012, Goianésia passou a ser a 15ª Regional. Com a mudança, a estrutura física da delegacia precisava ser ampliada. “Iniciamos, em 2013, a obra do prédio novo. A partir de 2014, mudamos para a atual estrutura: a melhor delegacia do Estado de Goiás”, afirmou Marco Antônio.

Oficialmente, a nova sede da 15ª Delegacia Regional de Polícia Civil foi inaugurada junho de 2015. O novo complexo policial foi erguido numa área de 8 mil metros quadrados, sendo 3 mil construídos. Inicialmente, o local iria abrigar quatro delegacias, sendo a Municipal, a Regional, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) e Grupo de Repressão a Narcóticos (GENARC). Ao todo, foram investidos R$ 150 mil de recursos públicos. Foi utilizada a mão de obra de detentos para a construção.

“Conseguimos trazer um grupo de inteligência e um grupo de identificação criminal, que deram um incremento nas investigações. Hoje temos uma delegacia que funciona 24 horas. Em 2010, os presos ficavam de dois a três dias para depois começar a fazer o flagrante. Agora, com a Central de Flagrantes, o processo se tornou mais ágil e conseguimos anteder a população de Goianésia e região 24 horas por dia”, ressaltou o delegado.

Goianésia, que hoje conta com uma população estimada de 70 mil habitantes, não contava com Polícia Técnico Científica. “Muitas pessoas tinham que sair daqui para ir até Ceres solicitar este procedimento. Quando acontecia alguma morte violenta era preciso esperar de três a quatro horas pela chegada dos peritos”, lembrou Marco Antônio. Hoje, a cidade já conta com o serviço. “Eles [peritos] não tinham lugar para ficar e nós os abrigamos na Regional”, destacou.

Segundo Marco Antônio, parcerias com a prefeitura municipal também ajudaram a elevar a qualidade da Segurança Pública no município. “Participamos junto com a prefeitura da instalação de 52 câmeras de videomonitoramento. Com a participação dos servidores da delegacia, foi montado um Centro de Monitoramento dentro da regional”, disse.

Em 2010, a Delegacia de Goianésia contava com 12 policiais civil. Atualmente, são cerca de 40. Já no total de servidores, o número chega a 60. A 15ª Regional de Goianésia atende 10 municípios: Jaraguá, Jesúpolis, São Francisco, Petrolina, Uruana, Carmo do Rio Verde, Santa Rita do Novo Destino, Vila Propício e Barro Alto, além de Goianésia.

A delegacia de Jaraguá também passou por reforma neste período e se tornou também uma das melhores estruturas de delegacias do Estado. A reforma foi feita em parceria com o Ministério Público e o Poder Judiciário.

“O importante de tudo é o trabalho em equipe. Só conseguimos bons resultados por que temos uma equipe boa e compromissada em fazer o melhor. A equipe dos profissionais que tive aqui na delegacia foi a receita do sucesso destes 10 anos”, afirmou Marco Antônio Maia.

Referência

O Genarc de Goianésia está entre os que mais apreenderam drogas em todo o Estado. São mais de 5 toneladas de entorpecentes apreendidos desde a sua criação.

Em 2010, a média de homicídios era de 32 por ano. “A partir de 2010 fizemos uma parceria para combater o trafico de drogas e conseguimos uma redução drástica no número de homicídios”, destacou o delegado. Com isso, a média de homicídios teve uma queda para 12 por ano. “O índice de elucidação deste tipo de crime está na faixa de 80%. Já ficamos três anos consecutivos com 100% dos crimes elucidados. Temos 100% de elucidação de latrocínios que aconteceram em Goianésia. A cidade é referencia contra o crime organizado”, acrescentou Marco Antônio, que também falou da parceria com a PRF, PF, PC e PM para combater o crime.

Segundo o delegado, a Regional também se transformou em referência no combate aos crimes rurais. “Nesses 10 anos, temos mais de 1,5 mil cabeças de gado recuperadas”, afirmou. “Além disso, neste período, foram mais de 100 armas apreendidas, mais de R$ 2 bilhões em bens apreendidos de organizações criminosas e cerca de mil pessoas presas”, finalizou.

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