Delações da Odebrecht devem ser acordadas ainda nesta semana

Entre os possíveis citados pelos 80 executivos que falarão o que sabem em troca da redução da pena estão Michel Temer, Dilma Rousseff e Lula

Executivos da empreiteira Odebrecht devem fechar acordos de delações premiadas com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a força tarefa da Operação Lava Jato até a próxima quinta-feira (24/11). Cerca de 80 empresários deverão falar o que sabem para ganhar reduções de pena.

O ex-presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, que já está preso desde junho de 2015, foi o primeiro executivo da empresa a fechar acordo. Segundo o acordo firmado por ele, sua pena por corrupção, lavagem de dinheiro e integração de organização criminosa, foi reduzida de 19 anos e 4 meses de prisão para dez anos, com dois anos e seis meses cumpridos em regime fechado.

As negociações tiveram início em março de 2016 e ainda devem ser homologadas no Supremo Tribunal Federal (STF), pelo ministro Teori Zavascki, responsável pela Lava Jato no STF. Além da delação, a empresa também deve assinar acordo de leniência para pagar multa de até R$ 7 bilhões em 20 anos.

Entre os nomes que podem ser citados na delação estão o do presidente Michel Temer (PMDB), dos ex-presidentes Dilma Rousseff (PT) e Lula (PT), do ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB); do secretário de Governo de Temer, Geddel Vieira Lima; do senador Romero Jucá (PMDB-RR); do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega; do marqueteiro João Santana; e de governadores, deputados e senadores.

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