Delação de Marcos Valério deve atingir Lula, FHC, Aécio e Serra

Acordo ainda não foi homologado pelo STF e, por isso, não se sabe exatamente quais casos serão avaliados, mas relatos podem atingir grandes nomes da política nacional

A Polícia Federal (PF) fechou acordo delação premiada com o publicitário Marcos Valério na última quarta-feira (19/7) e o depoimento dele deve incluir nomes como o dos senadores José Serra (PSDB) e Aécio Neves (PSDB) e dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Embora a proposta de delação tivesse sido rejeitada anteriormente Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ser ou não homologada depois de ter sido acordada com a PF. Ainda não foi divulgado quais episódios serão investigados, mas o publicitário teria relatado cerca de 60 casos.

No Mensalão, o processo que revelou esquema de compra de votos no governo de Lula, Marcos Valério foi condenado a 37 anos de prisão. Ele também é acusado de desviar cerca, com suas agências de publicidade, R$ 10 milhões — R$ 33 milhões em valores atualizados — de estatais como a Petrobras, a Eletrobrás, o Correios e o Banco do Brasil para financiar a campanha de Eduardo Azeredo (PSDB) em Minas Gerais, em 1998.

Azeredo acabou perdendo, mas, segundo Valério, foram distribuídos, na época, R$ 104 milhões na campanha, para uma lista que inclui políticos e até membros do Poder Judiciário. Além disso, o esquema que ele montou para conseguir empréstimos fraudulentos no Banco Rural e uma repasse, via Caixa 2, da siderúrgica Usiminas financiou as campanhas de à presidência de Serra e Lula em 2002, de Fernando Henrique em 1998 e ao governo de Minas de Aécio, em 2002.

Além do Caixa 2, Marcos Valério também relata ter pago propina a membros desses governos para viabilizar contratos para suas empresas e, ainda, para barrar investigações sobre a campanha de Azeredo

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