Delação compromete comandante Geral da PM de Tocantins

Investigações apontam que enquanto Silva Neto esteve na chefia da Casa Militar no governo Carlesse, o aparato do serviço de inteligência foi usado para montar dossiês

Investigações da Operação Éris, da Polícia Federal, revelam o da estrutura da Secretaria da Segurança Pública (SSP) para fabricação de dossiês contra policiais que atingiam o núcleo duro do governo de Mauro Carlesse (PSL). Em depoimento o major Rudson, então Chefe De inteligência da Casa Militar (Camil), revelou práticas do Comando Geral da PM, chefiada pelo coronel Silva Neto.

As investigações apontam que enquanto Silva Neto esteve na chefia da Casa Militar no governo Carlesse, foi utilizado o aparato do estado através do serviço de inteligência da Camil para realizar serviços de “espionagem” para investigar a ex-primeira dama Fernanda e Delegados da Polícia Civil. Os principais alvos seriam os que atuavam na Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial contra Administração Pública- DRACMA.

O depoimento do então chefe do Serviço de Inteligência da Camil traz revelações bombásticas de que o governador afastado instrumentou e aparelhou as instituições para perseguir adversários. Material divulgado pelo jornal do Tocantins, mostra como operava a a quadrilha do governador afastado. Consta no depoimento do chefe da inteligência do palácio Araguaia, minuciosas práticas criminosas que convergem para o nome do atual comandante geral, coronel Silva Neto, homem de confiança do ex-governador Carlesse, que dava ordens expressas para as tais práticas delituosas.

Ironicamente, um dossiê produzido pela pela equipe de espionagem do cel. Silva Neto foi encontrado pela PF durante busca e apreensão no apartamento do Governador afastado. Tal documento, segundo Maj Rudson, foi produzido pelos “arapongas”, todos policiais militares da Camil e com salários e gratificações pagas pelo erário público.

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