Defesa diz que Aécio nunca usou bloqueador de celulares encontrado pela PF

Advogado disse ainda que desconhece a inscrição “cx2” encontrada em alguns documentos na casa do senador afastado

 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A defesa do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) divulgou neste sábado (27/5) uma nota em que afirma que os documentos e materiais apreendidos pela Polícia Federal (PF) na casa do tucano não comprometem a atuação parlamentar dele.

“Em relação ao aparelho de bloqueio de celulares, ele foi oferecido ao senador ainda na campanha presidencial de 2014, quando suspeitava-se de que conversas da sua equipe poderiam estar sendo gravadas. Porém, o aparelho jamais foi utilizado pelo senador”, diz o comunicado assinado pelo advogado Alberto Toron.

A defesa de Aécio afirma ainda desconhecer a inscrição “cx2” e aguarda ter acesso ao papel para fazer eventuais explicações.

Sobre um dos quadros apreendidos pela PF, do pintor Portinari, a defesa de Aécio Neves disse que ele foi feito para o presidente Tancredo Neves, em 1961, e que está na família há quase 60 anos.

Em relatório apresentado à Justiça na sexta-feira (26), a PF informou que encontrou um bloqueador de sinal telefônico, uma lista de indicações para cargos federais e anotações manuscritas, dentre elas a inscrição “cx 2”, nas operações de busca e apreensão realizadas na semana passada na casa e no gabinete do senador.

Veja o comunicado na íntegra:

 

Nota de esclarecimento do advogado do senador Aécio Neves

Os documentos divulgados ontem sobre apreensões feitas na residência do senador Aécio Neves evidenciam que nada que comprometa a atuação do senador foi encontrado, atestando, mais uma vez, a lisura de seus atos.

Quanto ao quadro do pintor Portinari, trata-se de pintura feita especialmente para o presidente Tancredo Neves em 1961. Além de estar na família há quase 60 anos, o quadro consta de todas as principais publicações sobre o autor com referências ao seu proprietário.

Em relação ao aparelho de bloqueio de celulares, ele foi oferecido ao senador ainda na campanha presidencial de 2014, quando suspeitava-se de que conversas da sua equipe poderiam estar sendo gravadas. Porém, o aparelho jamais foi utilizado pelo senador.

Quanto à citada inscrição “cx2” em uma folha de papel, desconhecida por nós, a defesa do senador aguarda o mais rapidamente possível ter acesso a esse “papel” para demonstrar que não se refere a qualquer irregularidade.

Sobre o documento que se refere a Norbert Müller, trata-se de documento público, cuja cópia foi solicitada pela defesa do senador, após citações na imprensa, exatamente para demonstrar que a referência feita à mãe do senador havia sido arquivada por não conter irregularidades.

Todas as campanhas das quais participou o senador ocorreram em absoluto respeito à legislação vigente. Por isso, repudiamos com veemência ilações apressadas que vêm sendo feitas sobre os citados documentos e aguardamos acesso a eles para que todos os esclarecimentos sejam feitos e eventuais dúvidas sanadas.

Alberto Toron

Advogado do senador Aécio Neves

 

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