Advogados afirmam que, se necessário, pedirão que seja concedida a prisão domiciliar do médium

A defesa do médium João de Deus, preso neste domingo, 16, afirma que pretende impetrar um pedido de habeas corpus nesta segunda-feira, 17, e, se necessário, pedir a prisão domiciliar do líder religioso.

De acordo com os advogados, o médium garante que é inocente das acusações de abuso sexual e acredita que tudo seja uma “armação” contra ele.

A defesa alega que existem muitas dúvidas sobre as acusações das vítimas e pede cautela na investigação do caso. “Tivemos acesso a parte dos depoimentos e sem fotos das vítimas, então alguns casos ele não se lembra. E tem relatos de mulheres que dizem ter sido abusadas e voltaram lá outras vezes. Então, é preciso escrutinar tudo com calma para que não haja um linchamento”.

João de Deus passou a primeira noite no Núcleo de Custódia, área de segurança máxima do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Ele dividiu a cela de 16 metros quadrados com outros três presos, que são advogados. De acordo com André Fernandes, a cela, conhecida como Sala do Estado Maior, é pintada de bege e possui apenas quatro camas de metal e destinada para detentos advogados. Possui também uma janela com grades e  um banheiro com um vaso sanitário e um chuveiro.

Segundo a Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP) a primeira noite do médium encarcerado foi tranquila e sem maiores intercorrências.