Defesa de Eduardo Cunha considera “aventura jurídica” pedido de prisão

Advogados do deputado federal afastado disseram nesta sexta-feira (24/6) que o que a Procuradoria-Geral da República fez foi “falta de percepção de funcionamento do Estado”

Foto: Lula Marques/Agência PT

Defesa de Cunha alega que são “elementos banais” os usados pelo procurador-geral da República para pedir a prisão do deputado afastado | Foto: Lula Marques/Agência PT

Os advogados do deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmaram nesta sexta-feira (24/6), em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o pedido de prisão contra ele apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) seria uma “aventura jurídica”.

Segundo a defesa de Cunha, o requerimento do procurador-geral da República Rodrigo Janot se baseia em “elementos banais” como notícias de jornais que não comprovam atos ilícitos. “Fica evidente que o requerimento da Procuradoria-Geral da República é verdadeira aventura jurídica. A falta de percepção de funcionamento do Estado revelada em seus fundamentos é chocante.”

O envio da manifestação foi feito em cumprimento a determinação do relator da Operação Lava Jato no STF, o ministro Teori Zavascki. Em 14 de junho, o ministro definiu que a defesa de Cunha tinha cinco dias para se manifestar sobre o pedido de prisão apresentado pela PGR, medida adotada depois que houve vazamento para a imprensa do requerimento de Janot.

Janot afirmou que o pedido de prisão se justifica porque Cunha continua a usar o mandato de deputado e seu “poder político” para se beneficiar, assim com age para tentar influenciar na indicação da equipe que integra o governo interino de Michel Temer (PMDB).

Outra medida que o procurador-geral da República pede a ministro Teori é que Cunha seja proibido de ir à Câmara, seja obrigado a cumprir o recolhimento domiciliar durante as atividades da Casa e não poder manter contato com outros deputados e investigados da Lava Jato. O pedido de prisão segue sem data definida para ser julgado pelo Supremo. (Com informações da Agência Brasil)

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