Defesa de Dilma afirma que justificativa do impeachment seria impedir Lava Jato

No Supremo Tribunal Federal (STF), advogado da presidente da República afastada diz que intenção de impedir petista de continuar mandato foi a de barrar operação

 | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Para advogado de Dilma Rousseff (PT), abertura do processo de impeachment aconteceu para “mitigar a persecução penal” de investigados da Lava Jato | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A defesa da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta segunda-feira (27/6) que a abertura do processo de impeachment contra a petista aconteceu para que possibilitasse “mitigar a persecução penal” do investigados na Operação Lava Jato. A informação foi incluída no pedido do advogado da presidente afastada ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que a defesa tenha acesso aos depoimentos de delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro.

A delação de Machado, para a defesa de Dilma, evidencia a tese apresentada por Dilma de há desvio de finalidade no ato do presidente da Câmara dos Deputados antes de ser afastado, Eduardo Cunha (PMDB), que teria tentado “evitar a persecução penal de supostos envolvidos em esquema de recebimento de propina que estavam na mira da Operação Lava Jato”.

Para Cardozo, há “vingança e interesse pessoal” no ato de Cunha ao aceitar o pedido de impeachment contra Dilma na Câmara. A defesa também sustenta que “a satisfação de todo um grupo político” justificou a ação.

A força-tarefa da Lava Jato ouviu os depoimentos de delação premiada de Sérgio Machado, que se tornaram públicos em 15 de junho por meio decisão do ministro do STF Teori Zavascki, relator da operação no Supremo. Machado informou em um dos depoimentos que fez repasse de propina a mais de 20 políticos de diferentes partidos.

Em uma das gravações feitas por Sérgio Machado com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador afirmou defender a mudança na legislação que define o instituto das delações premiadas para que impedir a colaboração de presos nas investigações.

Já em outra conversa com o ex-senador José Sarney (PMDB-AM), Calheiros disse que “não tomou nenhuma iniciativa” ou tentou dificultar “ou obstruir” qualquer ação da Lava Jato. (Com informações da Operação Lava Jato)

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