Defesa de Baldy diz que prisão foi ‘desnecessária e exagerada’

Nota divulgada pela assessoria de comunicação do secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo diz que a prisão envolve fatos ocorridos em 2013 dos quais Alexandre Baldy sequer participou

Alexandre Baldy em entrevista ao Jornal Opção | Foto: Fábio Costa/Jornal Opção

Após a prisão do ex-deputado federal e atual secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy, pela Operação Dardanários, um desdobramento da Lava Jato, a defesa de Baldy classificou a prisão como ‘desnecessária e exagerada’.

Por meio de nota divulgada pela assessoria de comunicação do secretário, a defesa de Baldy ressalta que a prisão envolve fatos ocorridos em 2013, em Goiás, dos quais Alexandre sequer participou.

“Alexandre sempre esteve à disposição para esclarecer qualquer questão, jamais havendo sido questionado ou interrogado, com todos os seus bens declarados, inclusive os que são mencionados nesta situação. A medida é descabida e as providências para a sua revogação serão tomadas”, afirma comunicado.

A Operação

Na manhã desta quinta-feira, 6, a Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), realizou a Operação Dardanários, um desdobramento da Lava Jato que tem como alvo uma organização de empresários e agentes públicos que cometeram irregularidades em contratações na área da saúde.

O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, expediu seis mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. Os alvos presos na operação devem responder pelos crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Entre os presos está o ex-deputado federal por Goiás e atual secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Alexandre Baldy. Em um de seus endereços as autoridades apreenderam R$ 90 mil em espécie. A origem do dinheiro será investigada.

Outras duas pessoas foram presas, entre eles um pesquisador da Fiocruz, Guilherme Franco Netto. Em Goiânia, a Polícia Federal prendeu o ex-presidente da Juceg, Rafael Lousa.

De acordo com a PF, eles participaram de um “conluio entre empresários e agentes públicos, que tinham por finalidade contratações dirigidas” em esquema de desvios na Saúde no Rio de Janeiro e em São Paulo, envolvendo órgãos federais.

O cumprimento das ordens judiciais ocorre em Petrópolis (RJ), São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Goiânia (GO) e Brasília.

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