Defensoria Pública pode propor ação para retomada de serviço bucal em Goiânia

Thiago Ordones solicitou cópias de toda a documentação já coletada pelos vereadores da CEI da Saúde e disse que vai analisar a viabilidade jurídica de uma ação coletiva

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura a situação da Saúde em Goiânia se reuniu nesta sexta-feira (8/12) com Thiago Ordones, da 5ª Defensoria Pública do Estado, para tratar da investigação realizada até agora. “A reunião foi importante para abrirmos um canal de colaboração, de parceria. A Defensoria pode dar sequência ao trabalho que estamos realizando. A CEI não quer só identificar problemas, mas buscar soluções”, afirma o relator da Comissão, vereador Elias Vaz (PSB).

O defensor público solicitou cópias de toda a documentação já coletada pelos vereadores e disse que vai analisar a viabilidade jurídica de uma ação coletiva para que o Município volte a oferecer atendimento odontológico à população. Thiago Ordones informou que será avaliado ainda o caso de Celina Lopes Teixeira, que ficou conhecida nacionalmente depois de arrancar o próprio dente com alicate por falta de atendimento na rede pública.

Em depoimento à CEI, a superintendente da Secretaria Municipal de Saúde, Luciana Curado, afirmou que a própria secretária Fátima Mrué esteve na casa de Celina. “A secretária me contou que a paciente tinha esse costume de arrancar os próprios dentes. Eu até perguntei ‘como assim?’”

Celina Lopes também foi ouvida pela Comissão e desmentiu a secretária. “Eu não sou demente nem sádica para arrancar meus dentes dessa forma. Fiz por desespero, porque não tinha outro recurso”. E ainda revelou que a secretária foi à casa dela com uma comitiva e um dos integrantes fez uma proposta. “O Carlinhos do Esporte me ofereceu três meses de cesta básica. Disse que não ia faltar alimento pra minha família. E depois pediu para eu falar bem da secretária nas entrevistas”, contou aos vereadores.

O defensor do Estado informou que será avaliada a possibilidade de uma ação em favor de Celina. “Vamos verificar todos os documentos para chegar a uma conclusão. Queremos investigar se houve omissão na prestação do serviço público e se foram causados danos à cidadã”.

 

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