Defensoria pede prisão domiciliar a todos os foragidos do semiaberto

Na última quarta-feira (3), Justiça emitiu decisão concedendo direito a tornozeleira por dez dias àqueles detentos que possuem emprego

A Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) solicitou ao Judiciário que estenda a todos os apenados foragidos do semiaberto de Aparecida de Goiânia a autorização para que eles se apresentem à Justiça no prazo mínimo de 72 horas a partir da decisão ou cumpram prisão domiciliar por dez dias, sem que sofram sanções disciplinares.

Na última quarta-feira (3/1), decisão judicial autorizou os detentos que possuem emprego, a se apresentarem às autoridades competentes no prazo de dez dias, sem penalidades. Também foi determinado que os mesmos utilizem durante esse período tornozeleiras eletrônicas.

A petição protocolada pela DPE-GO integra processo já em andamento, iniciado pela Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) e Ministério Público. Agora, a DPE-GO aguarda nova decisão judicial.

Segundo nota da defensoria, a nova solicitação entende que muitos presos evadiram da Colônia Agroindustrial do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia na última segunda-feira (1°/01) temendo por suas vidas. O pedido também tem como base informação de familiares, que afirmam que os foragidos pretendem retomar o cumprimento da pena.

A defensoria, portanto, dialoga junto ao Judiciário, Ministério Público, OAB e Executivo para que possam fazê-lo sem sem risco e sem que sejam penalizados por terem fugido.

Uma rebelião na unidade na última segunda-feira (1°), resultou em nove mortes e 99 fugas. De acordo com a Superintendência Executiva de Administração Penitenciária de Goiás, os presos da Colônia Agroindustrial, do regime semiaberto, que estavam na ala C do complexo prisional, invadiram as alas A, B e D, o que levou ao confronto entre grupos rivais.

A informação do órgão estadual é de que a situação no momento está controlada e os detentos feridos já receberam atendimento médico e retornaram para a unidade. A Polícia Civil trabalha na identificação dos corpos, que foram todos carbonizados.

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