Desde que foi anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro como novo ministro da Educação, foram apontados plágios na defesa de mestrado de Decotelli, não conclusão de doutorado e inexistência de título de pós-doutorado

Carlos Decotelli da Silva vai assumir a Ministério da Educação | Foto Divulgação

Após diversas polêmicas envolvendo o currículo do ministro nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro à Educação, Carlos Decotelli, o governo decidiu adiar a posse. Não há, ainda, data prevista para ocorrer. A mais recente controvérsia, foi em relação ao pós-doutorado de Decotelli na Alemanha.

De acordo com a Universidade de Wuppertal, que consta no currículo do ministro como local onde realizou seu pós-doc entre os anos de 2015 e 2017, a instituição afirmou: “Carlos Decotelli veio para a cadeira da profa. Dra Brigitte Wolf para uma pesquisa de três meses em 2 de janeiro de 2016. Até 2017 ela era professora de teoria do design, com foco em metodologia, planejamento e estratégia na Universidade de Wuppertal e agora é emérita. Ele não adquiriu nenhum título em nossa universidade. A Universidade de Wuppertal não pode fazer nenhuma declaração sobre títulos obtidos no Brasil”.


Antes disso, o reitor da Universidade de Rosário, na Argentina, Franco Bartolacci, negou que ele tenha obtido título de doutor na instituição, já que ele teve sua tese de doutorado reprovada. Não suficiente, o professor do Insper, Thomas Conti, apontou plágios na defesa de mestrado de Decotelli. O governo pretende revisar o currículo de Decotelli antes de empossar como ministro da Educação. Mentir no currículo Lattes não é tipificado como crime.