Decisões do STF podem contribuir para desfecho eleitoral de 2022

Temas podem acirrar disputa entre Jair Bolsonaro (PL) e demais candidatos

Assim como em 2021, a participação ativa do Supremo Tribunal Federal (STF) em ocorrências com impacto nacional pode influenciar no resultado do pleito do próximo ano, especialmente após a chegada do ministro André Mendonça, que toma posse no órgão nesta quinta-feira, 16. ao órgão.

Isso, porque a previsão é que sejam levados a julgamento temas que são tanto de interesse de Jair Bolsonaro (PL), quanto de seus oponentes, como Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ciro Gomes (PDT) e João Doria (PSDB), de modo a possibilitar um acirramento da disputa entre eles.

Entre os temas que a côrte deve se debruçar estão a taxação de grandes fortunas, a retomada da análise do marco temporal sobre demarcações terras indígenas – que expõe grande divergência entre “petistas e bolsonaristas” -, e até a proibição da “linguagem neutra” nas escolas. O julgamento desses temas se dá em um cenário em que a relação do Palácio do Planalto com o STF voltou a tensionar, dado a abertura de um novo inquérito na côrte que investiga Bolsonaro pela associação da vacina contra a Covid-19 com a Aids.

Ainda nesta segunda, o procurador-geral da República, Augusto Aras, chegou a pedir que o STF revogue esse pedido. Foi ainda nesse contexto que o ministro Luís Roberto Barroso determinou que os viajantes apresentem comprovante de imunização contra o coronavírus para entrada no Brasil. Bolsonaro, inclusive, chegou a chamar o ato de “ativismo político” do STF.

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