De olho em 2018, José Eliton troca Segurança Pública por articulação política

Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (1º), vice reiterou que cumpriu seu dever à frente da pasta e agora precisa atuar em outra frente

Divulgação/PM

Vice-governador durante coletiva de imprensa | Foto: divulgação/ PM

O vice-governador José Eliton (PSDB) reuniu a imprensa na tarde desta quinta-feira (1º/12) para dar detalhes sobre sua saída da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Estado (SSAP), anunciada durante a manhã pelo governador Marconi Perillo (PSDB).

Conforme noticiado em primeira mão pelo Jornal Opção, o político deixa a pasta e passa a assumir a coordenação de um plano de convênios e recursos, parte deles oriunda da venda da Celg-D, concretizada nesta semana. Um dos principais objetivos do governo com a alteração administrativa é ampliar o número de parcerias com as prefeituras e estabelecer os gastos prioritários para o próximo biênio.

A mudança de função, entretanto, apresenta uma conjuntura mais complicada e que soma alguns fatores. O primeiro deles, segundo José Eliton, foi a própria circunstância em que assumiu a pasta nove meses atrás. À época, o setor de Segurança Pública passava por um momento de crise em nível nacional, sendo usado como pano de fundo para as principais discussões políticas. Por isso, a indicação do vice à pasta.

“Tínhamos um cenário bem mais delicado na Segurança Pública e o governador encaminhou o vice para o comando da secretaria, demonstrando maior credibilidade, afim de criar estabilidade e resolver problemas estruturais”, explicou.

Sobre esse cenário, José Eliton diz que os últimos resultados do setor sinalizam para “avanços significativos” e “inéditos”. Durante entrevista, o vice-governador apresentou os dados estatísticos referentes a novembro no Estado de Goiás e declarou que os números alcançados no combate à criminalidade no referido mês foram os mais positivos já registrados pela pasta.

Outro fator destacado para a mudança administrativa diz respeito às eleições de 2018. De acordo com o tucano, a nova função de articulação política garante a ele maiores chances de se viabilizar como o sucessor de Marconi. “Já tenho conversado com partidos e tenho recebido apoios de deputados e lideranças. Vamos continuar nessa agenda política”, adianta.

Por fim, o vice-governador afirma que o atentado que sofreu no mês de outubro, no município de Itumbiara, também influenciou na decisão de deixar a pasta. “Aquele momento me causou questões de natureza pessoal e administrativa, mas decidi permanecer à frente da secretaria, até para demonstrar nossa determinação em resolver o caso”, confidenciou à imprensa. “É lógico que o atentado teve impacto nessa decisão”, acrescentou em outro momento.

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