Darlan Braz: “Projeto do PPS é a eleição de Vanderlan Cardoso à Prefeitura de Goiânia”

Presidente metropolitano de legenda popular socialista afirma que meta para 2016 é de fazer pelo menos três vereadores em Goiânia e 12 prefeitos no interior do Estado

Darlan Braz e Lyon Lima visitaram o Jornal Opção | Foto: Euler de França Belém

Darlan Braz e Lyon Lima visitaram o Jornal Opção e falaram sobre o projeto eleitoral do PPS | Foto: Euler de França Belém

O presidente metropolitano e vice-presidente estadual do PPS, Darlan Braz, em visita ao Jornal Opção, juntamente com o presidente do PPS Jovem, Lyon Lima, disse que a meta prioritária da legenda para 2016 é a eleição de Vanderlan Cardoso (PSB) à Prefeitura de Goiânia, e garantir pelo menos três vagas na Câmara Municipal da capital a vereadores do partido. Além disso, o dirigente partidário calcula que a sigla tem chances de fazer de 12 a 16 chefes de Executivo em diferentes municípios do Estado.

Em relação ao cenário político da capital, Darlan Braz é enfático: o objetivo é a eleição de Vanderlan à chefia do Paço municipal. “Entendemos que este é o melhor nome para devolver Goiânia aos goianienses”, diz. Ele explica que aliança com o PSB, numa perspectiva de construção de uma candidatura forte na capital, já se encontrava consolidada muito antes da chegada da senadora Lúcia Vânia (PSB) às hostes socialistas.

De acordo com Darlan Braz, o diálogo entre os partidos, que possuem ideais programáticos semelhantes, foi estreitado durante o processo de fusão entre as siglas — algo que acabou não se efetivando. Entretanto, em Goiás, a convergência entre os grupos se consolidou e a aposta desta união ao pleito municipal de Goiânia recaiu sobre Vanderlan.

Já no Estado, a meta do PPS é eleger de 12 a 16 prefeitos. Em relação à eleição proporcional, o objetivo é dobrar o número de vereadores eleitos em 2012. Darlan Braz projeta que o partido consiga fazer cerca de 120 vereadores do PPS espalhados pelos 246 municípios goianos.

Contudo, para que este objetivo seja alcançado, a caminhada não será fácil. Prevendo percalços, o deputado federal Marcos Abrão (PPS) tem pavimentado o caminho por meio de diálogos em reuniões e eventos junto às lideranças no interior. “O deputado tem percorrido o Estado e empenhado em concretizar o objetivo de elegermos o máximo de prefeitos e vereadores”, afirma.

Vanderlan Cardoso

Darlan Braz diz que, por enquanto, a pré-candidatura de Vaderlan em Goiânia tem como partidos aliados o PPS e o PSC. A perspectiva é de que no decorrer do período pré-eleitoral novas siglas venham a aderir ao projeto. Inclusive há conversas avançadas com duas outras legendas.

“Acredito que cinco a seis partidos virão a compor nossa aliança nesta eleição. Portanto, teremos condição de eleger um bom número de vereadores que darão condição de governabilidade a Vanderlan, caso venha ser eleito”, afirma.

Outra questão que até maio deverá ser definida é em relação à escolha do vice de Vanderlan. O que chama atenção neste processo é o fator que vai ser levado em consideração como critério de escolha: a religião. Isso porque Vanderlan é um cristão evangélico fervoroso muito ligado ao segmento protestante — apesar de pertencer ao PSB, Vardelan exerce grande influência no PSC, sigla quase que totalmente ocupada por pastores evangélicos e integrantes de igrejas. Ou seja, para que sua candidatura não seja atrelada a um único segmento religioso, a expectativa é a de que o vice seja ligado à igreja católica, com vista na diversificação do perfil do eleitorado.

Darlan Braz confirma que a escolha do vice é orientada neste sentido. O quadro político que vier caminhar ao lado de Vanderlan precisará ter bom trânsito no meio católico e ser bem quisto pelos eleitores espíritas ou que não seja ligado a nenhuma religião.

“Na eleição de 2000 é preciso dizer que o eleitorado católico alçou Pedro Wilson (PT) à condição de prefeito de Goiânia. Portanto, nessa eleição não será diferente e Vanderlan tem um projeto que não é pautado em cima da concepção religiosa”, afirma.

Pré-campanha

Com as mudanças da legislação eleitoral, o pleito de 2016 será o primeiro em que a pré-campanha é mais importante do que a própria campanha. Neste sentido, os pré-candidatos precisam se apresentar à sociedade e estabelecer um canal de diálogo com o eleitorado. Entretanto, é percebida uma ausência — pelo menos neste primeiro momento — de Vanderlan junto aos meios de comunicação e na mídia em geral.

Darlan Braz afirma que, ao contrário do que é pensado ou percebido, o pré-candidato está em pleno vapor.  Segundo ele, não existe um desaparecimento de Vanderlan junto a suas bases e ao eleitorado. O presidente metropolitano do PPS afirma que tem acompanhado o pré-candidato em várias reuniões e eventos nas diferentes regiões de Goiânia, sempre com boa receptividade por parte da comunidade.

“O que temos encontrado é uma dificuldade em divulgar o trabalho que é feito. Posso afirmar categoricamente que Vanderlan não está parado. Este mês de janeiro, por exemplo, ele tirou para resolver questões empresariais para que possa ter amplas condições de dedicar integralmente a sua pré-candidatura nos próximos meses.”

“O “start” principal de nossa pré-campanha será dada no início de março e temos um projeto construído em cima de um plano de metas que reúne um conjunto de 68 ações que serão desenvolvidas em todas as regiões de Goiânia. Trata-se de um plano estratégico de contato com as lideranças de bases que o fortalecerá em toda a capital”, afirma.

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