“Dará com os burros n’água quem acha que o PMDB vai naufragar politicamente”

Presidente do partido em Goiás, Daniel Vilela comenta rumos do PMDB sem Iris Rezende para a disputa em Goiânia

Deputado federal durante coletiva de imprensa no escritório político de íris Rezende | Foto: Alexandre Parrode / Jornal Opção

Deputado federal durante coletiva de imprensa no escritório político de íris Rezende | Foto: Alexandre Parrode / Jornal Opção

Depois de ter que reiterar seu anúncio de aposentadoria, Iris Rezende passou de vez o bastão para as lideranças mais jovens do PMDB. Para o presidente do diretório estadual, o deputado federal Daniel Vilela, a responsabilidade de continuar o legado do decano não é um peso para a juventude do partido. “A juventude está preparada para assumir essa responsabilidade e a prática vai dar experiência maior a todos. O PMDB está no caminho certo, se revigorando, assim como outros partidos também passam por mudanças e renovações. Acredito que faremos um bom papel no PMDB sob a liderança e as orientações do nosso grande líder Iris Rezende e dará com os burros n’água quem acha que o PMDB poderá naufragar politicamente”.

Segundo o presidente do PMDB em Goiás, desde a primeira manifestação de Iris sobre sua aposentadoria, já foram iniciadas as conversas para decidir quem será o nome a substituir o ex-governador nas eleições municipais de 2016 em Goiânia. Chegaram a ser anunciados as pré-candidaturas do vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano e dos deputados estaduais José Nelto e Bruno Peixoto.

“Nós vamos conversar entre todos os possíveis candidatos, os pré-candidatos a vereadores, com diretório metropolitano. Estou me dispondo a integrar esse núcleo de conversas da decisão sobre Goiânia para que possamos exaurir todas as possibilidades e encontrar o melhor caminho de forma coletiva”, disse, citando os nomes de Bruno Peixoto, Agenor Mariano e Andrey Azeredo. Daniel Vilela descartou a possibilidade de ser o candidato do PMDB para a prefeitura de Goiânia.

Sobre o desafio de unir o partido em torno de um só nome, o presidente em Goiás afirmou ainda que a vontade da maioria é a que prevalecerá. “O partido sempre terá divergências e, na minha visão, não é isso que define o sucesso em uma eleição. O que define é o conhecimento, o preparo, as características do candidato”.

Ele completou dizendo que o importante é que “o partido se prepare para as disputas eleitorais, que seja um partido orgânico que tenha planejamento para apresentar um quadro de projetos interessantes que sejam os melhores para o município”.

Nas próximas semanas o diretório metropolitano do PMDB seguirá com reuniões para definir o futuro do partido em Goiânia. Apesar de buscar um nome de consenso para uma candidatura própria, o PMDB também não descarta apoiar outra sigla. Segundo Daniel Vilela, a decisão será tomada em diálogo com partidos aliados como Solidariedade, Democratas, PRP, PRTB e PPL.

#FicaIris 

Na última sexta-feira (15/7) o escritório político de Iris Rezende, no setor Marista em Goiânia foi tomado por dezenas de miltantes peemedebistas que pediam que o ex-governador reconsiderasse a decisão de deixar a vida política.

O ato foi uma última tentativa de fazer com que Iris disputasse a prefeitura de Goiânia no pleito de outubro. Mesmo sem nunca ter lançado pré-candidatura oficialmente, Iris Rezende aparecia na liderança das pesquisas eleitorais, tecnicamente empatado com o pré-candidato do PR, delegado Waldir Soares.

No dia 6 de julho, Iris Rezende havia anunciado por meio de carta à imprensa, que estava deixando a vida pública. Em entrevista no mesmo dia, o ex-governador chegou a afirmar que era hora de deixar o caminho aberto para as lideranças mais jovens. “Tomei essa atitude entendendo que temos que abrir espaço para as novas gerações, então que essas novas gerações tenham a mesma competência, o mesmo espírito público e o mesmo entusiasmo que eu tive”, disse Iris.

Em entrevista, Iris reiterou que deu sua contribuição como homem público ao Estado de Goiás e que não irá mais disputar eleições. Inclusive, nem sequer participará de processos eleitorais. “Se declaro publicamente que encerro minha jornada, não posso ter a petulância de ficar querendo dar ordens, direcionar ou administrar a política do meu partido”, afirmou.

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